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(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA x ZONA DE CONFORTO

Por: Débora Rossini 


Dizem por aí que é muito importante para um ser humano não se acomodar, sempre encarar novos desafios, testar seus limites, para seu crescimento e amadurecimento pessoal e profissional. Enfim, vira e mexe a gente vê e ouve: ''-Saia da zona de conforto''! 

Mas e para uma pessoa com deficiência (PcD)? Será que um conselho como este não seria, digamos, ''redundante''? Veja só o porquê disso:

Definitivamente, ''zona de conforto'' é uma coisa que não existe no cotidiano de uma pessoa com deficiência. Afinal, dia após dia, a PcD tem de reavaliar planos, tem de criar estratégias, tem de saber improvisar, tem de saber lidar com gente inconveniente (mas que por um motivo ou outro depende dela e que não pode mandá-la a m****), tem de saber coisas relativas à medicina e a tecnologia (mesmo não sendo da área acadêmica relacionada à sua formação)... enfim, a pessoa com deficiência muitas vezes acaba até mesmo se superando, em termos de amadurecimento, em relação a uma pessoa ''comum'', haha!

E quando a intensidade do quadro clínico da pessoa com deficiência não é estável (ex: doenças progressivas)? Vira-e-mexe a pessoa tem de fazer adaptações e readaptações, inventar métodos e reinventá-los, pesquisar, descobrir, adaptar, aprender... além de ter, constantemente, de ficar ensinando aos outros à sua volta, como lidar com essas características - e muitas vezes não tendo o resultado esperado...  
O mesmo, na minha opinião, vale para os pais/mães de crianças e adolescentes com deficiência. 

Do jeito que as empresas hoje em dia, para aceitarem currículos e avaliar entrevistados, valorizam pessoas que sejam criativas, proativas, dinâmicas, que se adaptem às adversidades, talvez se elas enxergassem que a pessoa com deficiência já faz isso todo dia (e que acaba usando tais habilidades no dia-a-dia), talvez as PcD até seriam contratadas mais facilmente que as pessoas ''comuns'', hehehe...  Uê, não são justamente essas habilidades aí que os empregadores valorizam??!! Mas pena que na realidade é o oposto (os empregadores só enxergam as limitações, em vez de valorizar as habilidades!) Chato, né? :-/
Mas vai aí uma dica para você que é um internauta com deficiência: procure pegar todos esses ''perrengues'' que você enfrenta no cotidiano, e transforme-os em oportunidades de aprendizado. E na hora de concorrer a uma vaga de emprego, de estágio, de bolsa-trabalho na faculdade/universidade, etc, deixe subentendido, na entrevista, que esse aprendizado foi incorporado ao seu jeito de lidar com tarefas para cumprir e problemas para resolver... e que, sem dúvida, isto pode ser utilizado a favor da equipe de trabalho à qual você pretende se integrar. Ou seja, pegue o ''limãozão azedo'' e faça dele uma limonada bem saborosa, do qual todos vão querer beber, e vão querer repetir!!! Hehehehe!!!!

E você, o que acha do que foi dito acima? Manifeste-se nos comentários abaixo! =)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A POLÊMICA CAMPANHA REALIZADA PELA PREFEITURA DE CURITIBA

 Por: Débora Rossini

Ooopa!!! A postagem de hoje é sobre a polêmica campanha que ''deu o que falar'' nesta semana, e que foi realizada pela prefeitura de Curitiba, tendo como tema os direitos das pessoas com deficiência!

Para quem não acompanhou o agito pelas redes sociais, eu explico: 

Na última segunda-feira, 30 de novembro, começou a circular pela internet reportagens falando de um ''Movimento Pela Reforma de Direitos'', que propunha uma petição para acabar com os ''privilégios'' (hãããã??) que as pessoas com deficiência teriam no dia-a-dia - tais como prioridade em filas, cotas em empresas, etc (sob a alegação de que isto estaria prejudicando a maioria da população, ou seja, uma minoria atrapalhando o cotidiano da maioria). Até página no Facebook eles criaram, como forma de dar visibilidade ao movimento. 

Como era de se esperar, em poucas horas o conteúdo ''viralizou'' pela internet afora - causando inúmeras reações de indignação, de revolta, entre a população (principalmente, claro, das pessoas com deficiência). Afinal, não se trata de ''privilégios'' concedidos a pessoas com deficiência - mas sim DIREITOS, conquistados às custas de muita luta, ''suor'' e exposição pessoal da população com necessidades especiais (e seus pais, no caso de crianças e adolescentes que apresentam tais limitações). 

E, cá pra nós: nunca se sabe o próximo instante de nossas vidas, não é verdade?  Alguém que é considerado clinicamente ''normal'' hoje, infelizmente pode integrar o time das pessoas com necessidades especiais amanhã... bastam poucos segundos, e tudo pode mudar para sempre na vida de uma pessoa... basta um acidente automobilístico, uma queda, um episódio de violência, uma intoxicação ou alergia... e pronto: mais uma pessoa com deficiência física, auditiva, visual ou infelizmente até múltipla...! :-/ Isso sem contar as necessidades especiais a que todos nós estaremos sujeitos, devido ao envelhecimento! Portanto, nunca se deve fazer pouco-caso das conquistas ''suadas'' das pessoas com deficiência, pois talvez, queiramos ou não, elas poderão ser úteis para qualquer um de nós um dia. Mesmo que sejam incapacidades temporárias, tais como quebra de um braço ou perna, dificuldade temporária de enxergar devido a algum procedimento cirúrgico, etc. ;-)

Por motivos fáceis de entender, muita gente ficou revoltada, denunciou a página do referido ''movimento'' (justamente por ela violar as leis que asseguram os direitos dos deficientes e incitação de discriminação e ódio em seu conteúdo) e grupos de ativistas estavam se mobilizando, online, para denunciar formalmente às autoridades competentes, por via judicial. Aliás, de acordo com o que foi publicado na fanpage do Deputado Romário Faria (defensor da causa das pessoas com deficiência e pai de uma menina com Síndrome de Down), ''discriminar ou incitar ódio à pessoa com deficiência é crime passível de multa e reclusão. Está no artigo 88 da Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei Brasileira de Inclusão (LBI). E tem mais: se qualquer dos crimes previstos é cometido por intermédio de meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza, a pena é dois a cinco anos e multa.''

No dia seguinte (que foi ontem) foi amplamente divulgado pela mídia que o suposto ''movimento pelo fim dos direitos dos deficientes", com todo o conteúdo divulgado, nada mais foi do que uma jogada de marketing feito pela prefeitura de Curitiba - a fim de chamar a atenção para a necessidade dos DIREITOS das pessoas com deficiência. E, para causar impacto, segundo os idealizadores da campanha, a ideia era justamente causar o choque, impacto e revolta na população, para surtir efeito. 

Maaas... fico pensando o seguinte: mostrar a importância dos direitos das pessoas com deficiência é uma coisa boa, mas será que teria que ser DESSE jeito??? Será que a forma que foi feita não extrapolou os limites da ética, indo ''longe demais''? Mesmo que haja pessoas falando que ''é apenas um experimento social para ver a capacidade de indignação das pessoas'', acho que foi muito de mau gosto...

Digo isso pelo seguinte:
Imagina alguém que tem um tipo de deficiência e que, com o estado emocional alterado, possa ter seus sintomas acentuados (ex: se fica com raiva, os sintomas pioram), e que leram a notícia como o referido ''movimento contra os deficientes'' ontem. Imaginem o impacto emocional que isso pode causar em uma pessoa já tão desgastada pelas limitações físicas (e pelo consequente desgaste psicológico)... uma pessoa dessas corre o risco de passar mais mal ainda, ficando mais comprometida e causando até mesmo uma ida às pressas ao hospital, causando transtorno para ela e seus familiares... 


Por isso, se me perguntarem o que achei da tal campanha, minha opinião é: '' -Não gostei, mesmo! '' Acho que extrapolaram os limites éticos.
Mesmo tendo a alegação que, na organização da campanha, houve também pessoas com deficiência envolvidas no ''projeto'', ainda assim, na minha opinião, não justifica a forma como a campanha foi feita. 
Veja o porquê de eu afirmar isso: é que nem toda pessoa com deficiência lida, da mesma forma, com a condição física/sensorial apresentada!

Há pessoas com deficiência que, felizmente, são bem-resolvidas e ''em paz'' com a condição que apresentam, apesar das dificuldades cotidianas (e que até mesmo fazem piadas bem-humoradas sobre suas características!) . Mas tem pessoas com deficiência que não aceitam suas condições físicas e/ou sensoriais, ficam muito nervosas quando aparece alguma situação chata ou constrangedora em virtude de sua deficiência e até mesmo apresentam quadro de depressão por causa disso. Tem gente que fica tão desgastada emocionalmente, devido a ser alguém com deficiência (sobretudo quem a ADQUIRIU ) que até faz terapia com psicólogo por causa disso! Principalmente se é alguém que passou para o ''time das pessoas com necessidades especiais'' devido a algum acontecimento traumático e repentino. O indivíduo fica com o emocional fragilizado, sacam? :-/ Portanto, se alguém nessas condições lê um notícia como essa, que propõe o fim dos privilégios, DIREITOS dos deficientes, pode até piorar seu quadro clínico devido à ansiedade e nervosismo!!!


Então, mesmo que haja pessoas com deficiência que já fizeram ''as pazes'' com suas limitações e que participem da organização da tal campanha da prefeitura de Curitiba, elas se esqueceram de que acabaram causando muitos transtornos emocionais para quem é fragilizado emocionalmente por causa de suas necessidades especiais e as implicações destas... Ou seja, contraditoriamente, esqueceram-se das ''diversidades''! Não acha? 


Pela internet afora, pude ver as opiniões dos próprios internautas com deficiência, e ter uma ideia do que eles acharam da campanha. Vi que eles não gostaram nem um pouco! 
No facebook, pude ler algo como: ''A causa é boa, mas os fins não justificam os meios'' Outro internauta disse mais ou menos assim: ''Se o objetivo foi chamar a atenção, e causar rebuliço, conseguiram; porém , em vez de promover reflexão, a propaganda causou foi revolta e indignação''. Um outro internauta postou mais ou menos assim: ''Uê, então para fazer campanha sobre algo que NÃO se deve fazer, tem de 'sair' fazendo? Então para fazer campanha sobre não agredir os outros, tem de sair agredindo?'' 

Só para finalizar este texto: quem me segue pelo facebook já deve ter percebido que as ideias que expus acima, sobre o que achei dessa controversa campanha, já publiquei por lá - na timeline e em comentários como resposta a outros internautas... apenas reorganizei o conteúdo em forma de um texto mais adequado ao formato de um blog, hehehe!

E você, o que acha disso tudo? Manifeste-se na seção de comentários abaixo! =)

sábado, 26 de setembro de 2015

USANDO MELHOR SEU TEMPO LIVRE !!!

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post de hoje foi inspirado levando em conta a greve das universidades federais neste ano de 2015, e alguns fóruns de discussão que tenho visto na internet (principalmente em redes sociais) nos últimos dias. 
IMPORTANTE: O foco deste post NÃO tem a finalidade, de forma alguma, de criar polêmica em relação a quem é favor ou contra a greve que está ocorrendo. Sei que cada internauta tem seu posicionamento (a favor ou contra), seus motivos, suas ideologias que influenciam nisso, etc. Em momento algum estou tentando convencer, aqui, se greve é boa ou ruim. Minha finalidade com este post é APENAS mostrar para os estudantes que , se de alguma forma eles se sentem improdutivos com essa ''pausa'' do período letivo, que há formas de aproveitarem este momento e fazerem coisas úteis e produtivas, que beneficiem tanto eles quanto a sociedade, em vez de simplesmente ficarem se queixando de tédio. ;-) ''Manjaram''? ;-)

Pois bem. Há uma página pública no facebook criada por estudantes universitários da instituição na qual estudo, e na qual eles abordam temas diversos. Ela funciona assim: alguém manda para lá algo a ser postado publicamente na página pela administração, sem se identificar. E aí os internautas curtem, comentam, elogiam, dão bronca, etc... 

Nos últimos dias, tenho percebido que um dos assuntos que mais está rolando por lá é a questão da greve que não acaba - e, não raro, vem postagens e comentários escritos mais ou menos assim: 

''Tô cansado(a) desta greve porque estou sem nada para fazer em casa''

''Tô cansado(a) desta greve porque não aguento muito ficar em casa de pai e mãe por mais de uma semana'' [presume-se que o(a) internauta em questão teve de se mudar de cidade em função dos estudos, e gostou mais do novo ambiente]. 

''Tô querendo ocupar o tempo livre durante a greve para conseguir um dinheiro extra e ao mesmo passar o tempo; no entanto ninguém vai querer dar emprego para alguém que não sabe quanto tempo vai ficar ali e que pode sair do emprego de uma hora para a outra, já que nunca se sabe quando uma greve acaba'' . (O que, cá para nós, até COMPREENDO o lado de um possível empregador... ficaria difícil para ele se organizar e planejar a rotina de trabalho dele e dos outros funcionários! Acredito que a forma de um estudante arrumar um $$ extra, nessa situação, seria fazer algum ''bico'' informal - principalmente para parentes e conhecidos -, ou então criar um blog, um canal no You Tube, dar aulas particulares - principalmente nesta época do ano que tem muita gente tentando o Enem, etc.)

E por aí vai. Onde quero chegar: Muitos estudantes alegam, publicamente, na internet, que estão cansados da greve PELO FATO DE ESTAREM SEM NADA PARA FAZER, SE SENTINDO IMPRODUTIVOS E ENTEDIADOS DENTRO DE CASA.

Isso me fez lembrar de uma experiência que tive (e que relato neste texto) ... e que serve de dica ou sugestão para quem é estudante universitário e estiver ''sem nada para fazer em casa durante a greve''! :-)  Dá, sim, para aproveitar este tempo sem aulas para adquirir novas experiências e habilidades que, sem dúvida, poderão turbinar - e muito!- seu currículo, experiência e ''networking'' quando as aulas voltarem... ou até mesmo quando você for arrumar um estágio ou emprego algum tempo mais à frente! 

Claro que tem estudante que aproveita esse tempo ''sabático forçado'' (rsrsrs) para aproveitar e por em dia matérias que tem dificuldade, resolver pendências pessoais que normalmente em tempo de aula ficam difíceis de conciliar com o estudo, ou mesmo adiantando tarefas relacionadas a algum projeto de pesquisa. Mas se você não optou por nenhuma das atividades acima, este post foi escrito para você mesmo(a)! 

Segue-se a experiência pessoal que prometi contar: 

Lembro-me de que ''peguei'' uma greve na universidade, enquanto estudante, há alguns anos atrás. Ela foi longa. Sabem como aproveitei o tempo? Procurei a coordenação do cursinho pré-vestibular no qual eu tinha estudado antes de entrar na faculdade, oferecendo atividades de reforço de estudos para os alunos com deficiência visual que estudavam lá. Eu dava a eles monitorias complementares de reforço de Química, com base no material didático adotado no cursinho, e ainda transcrevia para o Braille as apostilas de Química para que eles pudessem estudar - já que recursos de áudio nem sempre eram suficientes e adequados para o aprendizado de uma disciplina que requer grande compreensão de gráficos, desenhos, fórmulas, esquemas, etc. A greve em questão tinha sido no segundo semestre do ano. Quando ela terminou, obviamente parei de fazer o trabalho voluntário, por falta de tempo e até mesmo por questões de deslocamento. Mas tive notícias de que a maior parte dos alunos que realmente estavam ''focados'' no preparo para o vestibular tinham sido APROVADOS!!! E, de quebra, acabei ganhando novos amigos! (Além de reforçar as amizades com quem eu já conhecia!)

Ou seja, foi uma experiência bem gratificante! Pude ajudar pessoas que precisavam, ganhei experiência em lidar com pessoas em uma instituição de trabalho, e ainda por cima fiz novas amizades (além, claro, de fortalecer as amizades que eu já tinha até então - já que era um ambiente que eu conhecia previamente.) 

Quem acompanha este blog, já deve ter percebido que atualmente sou estudante de... Bacharelado em Ciência da Computação!!!! E aposto que deve ter internauta se perguntando: 

''-Tá, mas em termos acadêmicos, o que essa experiência ocorrido há vários anos atrás acrescentou para você? Qual a utilidade dela para seu atual curso e carreira?? " 

Lá vai a respostinha, querido leitor!!!! 

Isto me ajudou MUITO a conhecer, de perto, a realidade da galera que não enxerga, na hora de estudar - principalmente matérias cuja metodologia de ensino é fortemente baseada em fórmulas e representações gráficas que os softwares leitores de tela não conseguem repassar para o usuário com deficiência visual. Ainda que fosse uma experiência de trabalho informal, ela me ajudou a ganhar ''pontos'' em processos seletivos na universidade para trabalhar como monitora remunerada de apoio a estudantes cegos - fazendo materiais didáticos adaptados para eles, só que usando recursos computacionais. Além disso, atualmente participo de um projeto de iniciação tecnológica na universidade, na área de Computação, cujo objetivo é desenvolver uma ferramenta que descreva imagens e fórmulas para estudantes de exatas que tenham deficiência visual (para matemática, física, química, etc.) Legal, não é? :-D

... E então... ? Você, estudante de universidade federal em greve, já pensou em aproveitar este tempo ''livre'' para fazer algum trabalho voluntário? 

Mesmo que ele não dê dinheiro, ele pode abrir muitas portas - no sentido de lhe proporcionar mais experiência, mais ''jeito'' em lidar com pessoas e conviver num ambiente de trabalho, mais ''networking''... quanta gente, quantas instituições públicas e privadas precisam desta mão-de-obra voluntária? 

Podem ser asilos... creches... instituições que auxiliam pessoas carentes... instituições que atendem pessoas com deficiência... que tal??? Caso você não se sinta confortável em algum destes ambientes (por timidez, por exemplo!), você pode ajudar alguém que você conheça, individualmente, que se enquadre em alguma necessidade listada acima. 
Como, por exemplo, uma mãe que precise de alguém que cuide de seu filho pequeno para poder ir trabalhar. Principalmente se você é estudante de algum curso que envolva lidar com crianças, é uma boa forma de treino ... além de ajudar alguém!

Ou, então, dar um ''help'' para uma família que tem alguém doente ou idoso e que precise de uma forcinha nas atividades cotidianas. Principalmente se você for estudante de algum curso da área de saúde, já é um bom ''laboratório'' para você! 

Ou, se você quiser, pode ajudar alguma pessoa com deficiência que você conheça e que esteja precisando de ajuda na escola, ou para estudar para concursos, etc. Principalmente se você for estudante de alguma área relacionada a ensino: olha que experiência interessante para você... e para a pessoa ajudada, também!!! 

Seja qual for a forma de ajudar alguém, tem o saldo positivo tanto para você quanto para quem recebeu a ajuda! Para a pessoa a quem vc auxiliou, o saldo positivo é óbvio. E para você... além de ganhar experiência e contatos úteis, quem sabe dali podem surgir diversas amizades??? 
Geralmente, pessoas com deficiência quando são ajudadas, são bastante gratas - e, mesmo cessada a necessidade de ajuda em uma situação pontual, a amizade frequentemente permanece! Geralmente tais pessoas costumam ser muito discriminadas, deixadas em segundo plano... aí, quando se deparam com alguém que as ajuda e demonstra gostar delas como são, elas fazem questão de manter a amizade... que pode inclusive, estender a longo prazo! Legal, não é? E tais pessoas (sobretudo as com deficiência visual) acabam, ao fazer uma amizade, a aceitar a pessoa como ela É enquanto ser humano - e não por aspectos superficiais tais como estilo de roupa, sapato, cabelo, tipo físico, rosto cheio de espinhas, etc (já constatei isso por experiência própria, hehehe!!!)

E você, o que acha disso? Tem alguma experiência para contar? ''Mande ver'' na seção de comentários, hehehe!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

BRAILLE OU AUDIOLIVRO: O QUE É MELHOR?

Por: Débora Rossini 


Oooopa! A inspiração para o post de hoje veio da adaptação de um comentário que fiz no Facebook em um fórum de discussões, em resposta a uma internauta - e que acabei transformando neste texto! :-) 

O tema que estava em discussão é a questão da quantidade elevadíssima de erros ortográficos cometidos por parte de pessoas cegas, quando escreve - e uma internauta cega estava falando sobre isto, e alertando o restante da galera que não enxerga, para este fato, e incentivando o restante dos cegos a treinarem a escrita em português correto, para o próprio bem deles! 

Argumentei favoravelmente, dizendo o seguinte: ''[Tal fato tem explicação, principalmente] porque [os cegos] não treinam suficientemente o Braille, que é uma excelente forma de a galera que não enxerga saber como as palavras são escritas, treinar ortografia... analogamente ao pessoal que enxerga e aprende as regras de escrita por meio da leitura em tinta!!!"  Algumas pessoas curtiram o comentário.

Percebo, nos meus mais de 10 (DEZ!!!) anos que convivo e lido com diversas pessoas com deficiência visual, que esta tendência de abandono progressivo do Braille pelos próprios cegos vem aumentando em cada vez mais - sobretudo por causa dos avanços tecnológicos, do aprimoramento dos leitores de tela (sintetizadores de voz) de computador, dos audiolivros, etc. Os usuários sempre alegam que "é mais fácil, mais prático, etc". Noto que, embora faltem exemplares em Braille de diversos livros (sobretudo didáticos de ensino superior) , existem centenas de exemplares em Braille nas bibliotecas com obras de literatura ou didáticos para educação básica, e que... ficam ociosos, infelizmente! Olhem só o que escrevi num outro comentário sobre este tema, no mesmo tópico de discussões no Facebook: 

"Há alguns anos atrás, eu estava em uma biblioteca pública, observando os cegos que estavam em uma fila para fazerem empréstimo de livros... e todos os que eu vi queriam AUDIOLIVROS! 

E as estantes lá, abarrotadas de livros em Braille... pensei comigo: é, desse jeito a galera não vai fixar ortografia e outras regras gráficas de jeito nenhum... 

Em uma outra biblioteca pública, de outra cidade, vi livros NOVINHOS em Braille que nem tinham saído do pacote lacrado da fundação Dorina, e que já tinham sido adquiridos FAZIA já algum tempo. Perguntei para a responsável pelo acervo por que aqueles livros novinhos estavam ali sem uso, e ela respondeu: ''-É, a gente faz o possível para adquirir esses livros para o pessoal, mas eles não dão valor, não gostam de ler, não gostam de Braille e preferem os audiolivros.''

Fiquei pensativa com isso tudo... Depois, na hora de tentar um emprego, um concurso público, etc, [os cegos] vão ficar reclamando que não conseguem a vaga e pôr a culpa APENAS na discriminação contra cegos (quando na verdade a não-conquista da vaga é por não saber redigir um texto adequado, o que elimina também VIDENTES que também não dominem essa habilidade). Claro que não se deve negar que existe preconceito contra PcD no mercado de trabalho ; então, já que infelizmente é assim, aprender a escrever corretamente  é mais um motivo para a galera que não enxerga procurar se aperfeiçoar, e qualificar, ainda mais, a fim de se tornar mais competitivo que um candidato que enxergue, a fim de vencer o processo seletivo... ou seja, não dar mais motivo para que rejeitem, não é verdade? ;-) "  

Gostei de ver que teve gente que curtiu o comentário!

Notem que as pessoas que enxergam, além de exercitar mais a leitura (com os olhos) de livros, revistas e jornais (e, assim, visualizar como as palavras são escritas e organizadas, e consequentemente escrever corretamente), têm também contato constante com leituras (com os olhos) em telas de dispositivos eletrônicos, de placas ao redor, paineis, bulas de remédio, embalagens de produtos diversos, etc. No caso de pessoas cegas, por motivos óbvios, elas acabam não tendo essa estimulação ''ortográfica'' o tempo todo...

Imagino que você, leitor, deve estar se perguntando: ''-Ah, mas é inviável sair transcrevendo TUDO para o Braille... as letras ocupam muito espaço... a autora deste texto tá é 'viajando na maionese', kkkk! 

Meu argumento: Relaxa, querido leitor! Não é isso que tô falando, hehehe!!! Reconheço que há momentos, até mesmo por questões de espaço, de menor rapidez na leitura, de local onde a pessoa está, etc, em que fica difícil ler em Braille e a solução é o acesso ''por áudio'' das palavras, mesmo. :-) Mas, se a pessoa tem uma oportunidade de praticar a leitura e escrita em Braille, se tem livros (pode ser de literatura, mesmo!) à disposição, gratuitamente, nas bibliotecas (ou até mesmo podendo ter os próprios livros, fornecidos pela fundação Dorina Nowill e entregues pelo correio em sua casa!) por que não aproveitar essa chance, em vez de se limitar aos audiolivros? 
Em outras palavras: não tô criticando, de forma alguma,  um hipotético cego universitário que tenha de ler um livro cujo original em tinta tenha 800 páginas (imaginem o equivalente em Braille, heim? kkkkk) e queira OUVI-LO; uê, afinal, fica penoso para ele levar para lá e para cá o livro composto por vários volumes em Braille!!! Então, nesse caso, recomendo SIM o audiolivro equivalente. Mas se ele tá tranquilão em casa, lendo um best-seller para relaxar do corre-corre cotidiano, por que ele não pode ler em Braille mesmo?  

Por isso é que digo: não se trata de criar uma polêmica ''Braille versus recursos tecnológicos'', mas sim, adotar AMBOS os recursos como complementares! 

Vejam um outro exemplo disso: 
Imaginem um cego estudando matérias de Química. Tem aquele monte de desenhos envolvendo comportamentos e estruturas dos átomos e moléculas, modelos atômicos, estruturas moleculares, escrita de fórmulas, etc. Os atuais softwares leitores de tela não dão conta de ''ler'' isso tudo para o aluno cego!!! Como fazer? 
É aí que entra o Braille como recurso auxiliar: com o conhecimento da Grafia Química Braille para uso padronizado no Brasil, o próprio aluno,se tiver um livro didático em Braille, terá condição de, por meio tátil, entender tais estruturas e representações gráficas. Mesmo que ele não tenha um livro em Braille, se ele tiver monitor de auxílio ou um grupo de estudos de colegas que leiam os materiais didáticos em tinta para esse aluno cego, ele poderá tomar notas com sua reglete ou máquina Braille de forma a fazer tais representações em suas anotações - para posterior estudo. 

Para finalizar este longo texto: claro que sei que há cegos que têm dificuldades em aprender e praticar o Braille - como os que ficaram cegos por causa de diabetes (já que a doença, além de comprometer a visão, pode comprometer o TATO do paciente também!) Neste caso, é claro que o audiolivro acaba sendo uma opção mais apropriada... ;-) 

E então, galera que pertence ao clube dos que não enxergam? O que acham deste texto? Manifestem-se na seção de comentários!!! 


terça-feira, 15 de setembro de 2015

DESCOBERTA SENSACIONAL DE ACESSIBILIDADE NO LINUX!!! - Para quem tem Baixa Visão e/ou Síndrome de Irlen

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post de hoje é para mostrar para a galera com deficiência visual parcial (baixa visão, Síndrome de Irlen, etc) um recurso SENSACIONAL do Linux que pode dar um TUUUURBO ''daqueles'', na hora de ler textos em pdf no computador !!!! Ou então para assistirem aulas e palestras com projeções de slides que porventura estejam salvos neste formato (desde, obviamente, que você tenha, apesar do seu problema de visão, alguma capacidade para enxergar de longe, hehehe!)

É o seguinte: sabe-se que há , em quaisquer sistema operacionais, recursos de configuração no programa de abertura de arquivos em pdf, para alterar as cores de fundo. Há uma gama imensa de cores possíveis - ou então a possibilidade de inverter cores do documento, colocando o fundo preto e as letras brancas. Tais recursos são uma ''mão na roda'' para quem tem distúrbios de visão tais como Síndrome de Irlen e diversos casos de Visão Subnormal.

Porém, tem uma coisa que é uma verdadeira ''pedra no sapato'' dessa galera...

Imaginem slides nos quais o professor coloca textos e desenhos. DETALHE: Desenhos que são ''recortados'' de livros digitais - ou mesmo fotografias de livros em papel , feitas com o celular do professor e inseridas nos slides!!! Aí, o que acontece? Em diversas situações, ocorre de, na parte dos slides onde tem o TEXTO, a alteração de cor de fundo conseguir ser feita... mas na parte das figuras, elas permanecerem INFELIZMENTE com o fundo branco (que é o original da fonte de onde foi tirada e sem possibilidade de ser alterada com o recurso de acessibilidade). E aí??? Quem tem certos problemas de visão (que demandam alteração de cores, para melhor visualização) e PRECISA de assistir longas e frequentes aulas com apresentação de slides... acaba virando um ''leão'' ou ''leoa'' no fim de cada aula, de tanta raiva... Aff!!! Quem já passou por essa irritante experiência, levante a mão aí!!!

PORÉÉÉM... ''fuçando'' por acaso um computador com Linux, descobri uma ferramenta que pode ser a ''salvação'' de quem enfrenta o problema descrito acima!!! UH-RRÚÚÚ !!!! Prepare-se, leitor, se você se enquadra no público-alvo deste post: SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!!! 

''-MAS COMO ASSIM???" - você deve estar se perguntando.

É o seguinte: ao contrário das ferramentas de acessibilidade do Windows, que por mais que sejam ativadas, façam com que o problema da não-troca de cor de fundo das imagens persista, o Linux tem uma solução bem simples para isso. Já vem no próprio distro Linux; não precisa instalar nada a mais nele. No caso, o distro Linux que testei foi o Lubuntu 12.04, com as atualizações disponíveis online .

Então, faça o seguinte: Caso sua máquina tenha Linux, verifique se a sua distribuição Linux tem também esta ferramenta que vou descrever. Caso ela não tenha Linux instalada, sugiro que instale o Lubuntu 12.04 (e após a instalação, faça as atualizações disponíveis). O Lubuntu é um distro Linux bem leve, da família do Ubuntu - mas tem foco sobretudo em máquinas mais antigas, com hardware mais antigo (e consequentemente , mais limitado se comparado com as máquinas mais modernas).

Após ter seu Linux instalado, siga este passo-a-passo:

- Abra o seu documento PDF de interesse;
- Clique em ''Ver'';
- Em seguida, clique em 'Cores Invertidas'. (Vai selecionar esta opção).

Então, dê um ''rolê'' pelo seu arquivo pdf, ''passando o olho'' nas páginas. Você verá que, ao contrário do que ocorre no Windows, os slides que contiverem desenhos escaneados vão ter a cor de fundo escura, e as linhas e caracteres de cor branca!!!! Obaaaa !!!! 
(Exemplo: a figura de um gráfico terá o fundo escuro igual ao restante do documento, e as linhas, traços, números, letras e seja-lá-o-que-for ficarão brancos!!! ) Uh-rrúúú!!!! Pode ler alegremente seu pdf: no duplo sentido, você terá menos dor de cabeça, rerrerré!!!!! :-D

Importante ressaltar que o mesmo recurso também vale para leitura de LIVROS ESCANEADOS e salvos em forma de imagens diversas em um arquivo de pdf. Testei aqui e funcionou! Um professor meu disponibilizou no ambiente virtual de aprendizagem da faculdade uma apostila de 83 páginas, que foi montada a partir do escaneamento de diversas páginas de um livro texto. Utilizando essa configuração de acessibilidade, eu consegui ''transformar'' as páginas de cor branca em PRETA, com letras brancas, e dei o zoom necessário para ler na tela do PC. Prontinho!!! Bom demais, né, galera????

E para assistir aulas com projeções de slides? (Partindo do princípio que , mesmo com o problema de visão, consegue ler de longe)

É só pedir ao seu professor que instale e configure o Linux na máquina que ele for usar para projetar os slides. Geralmente, eles costumam levar os próprios notebooks  - ou emprestados pela universidade - para dar aulas com data-show. Caso algum professor não concorde em fazer isso na máquina em que ele esteja usando, considere a possibilidade de levar seu próprio notebook (ou até mesmo um netbook, para ficar mais leve para carregar) com o referido Sistema Operacional instalado - e peça para o seu professor conectar o projetor de slides no SEU notebook (já configurado desse jeito que estou mostrando) durante a aula. Assim sendo, haverá a possibilidade de que não só você, mas todos os colegas, consigam ver os slides e acompanhar a explicação em tempo real! ;-)

E aí, gostaram desta descoberta? Sem dúvida, vai livrar muita gente com Visão Subnormal ou Síndrome de Irlen de muita dor de cabeça (em ambos os sentidos, rerrerré!) na hora de ter acessibilidade para ler documentos em pdf no próprio computador, ou então para assistir aulas com slides, não é verdade?

DEIXE AÍ NOS COMENTÁRIOS SUA OPINIÃO ACERCA DESTE TEXTO! :-)

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Tá ''afundando'' nos estudos? O ''Sopa'' te ajuda!!!

Por: Débora Rossini

Oooopa! Este post é para animar a galera que possui Síndrome de Irlen que está encontrando dificuldades em acompanhar as aulas e estudar !! Já publiquei-as em minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen'' há algum tempo; mas resolvi colocá-la aqui no blog também, a fim de facilitar a localização pelos leitores! ;-)

(DICA 1: Acredito que as dicas deste post sejam mais eficazes para jovens e adultos, devido à idade, maturidade e grau de escolaridade. Mas se vc é pai ou mãe de algum estudante mais novo, e quiser adaptar as dicas para ele/a de acordo com as necessidades e habilidades deste, fique à vontade! 
DICA 2: As dicas foram elaboradas com foco em quem tem o problema de visão denominado Síndrome de Irlen - mas, dependendo do caso, PODEM ser adaptadas para quem tem certos graus de baixa visão ou qualquer outra dificuldade sensorial que acarrete dificuldades de aprendizagem. Resumindo: ''se a roupa servir em você também, fique a vontade para usar'', hehehe!!!) 

Vamos lá:

Você é estudante com Síndrome de Irlen (jovem ou adulto), mas a galera da escola ou faculdade ''te deixa de lado''? E, na hora de estudar para as provas ou fazer trabalhos, você quase sempre fica sozinho(a)? Se este é o seu caso, relaxe! Siga estas super-dicas para desenvolver autossuficiência nos estudos, mesmo sendo paciente de Síndrome de Irlen!  ;-)

 1) Procure inteirar-se das tecnologias assistivas (óculos, overlays, papeis coloridos ou reciclados, softwares assistivos, etc) para que você tenha mais autonomia em suas tarefas;

 2) Corra atrás dos seus direitos na escola/faculdade e peça ajuda aos professores e monitores; afinal, eles recebem $$$ é para isso mesmo, hehehe! :-)

 3) Seja organizado(a) para estudar. Seja participativo durante as aulas, vá às monitorias e plantões das matérias, leia todo o material de estudo, faça os exercícios;

 4) Procure assistir videoaulas no youtube relacionadas ao conteúdo que você está estudando, caso o jeitão que seu professor explique não seja o jeitão com o qual vc entenda satisfatoriamente;

 5) Se sentir inseguro(a) ou angustiado(a), veja se na sua escola/faculdade tem algum plantão psicológico/pedagógico e peça auxílio, hehehe! Se o(a) profissional não souber o que é Síndrome de Irlen, aproveite e mostre esta fanpage para ele(a)... e peça-o(a) para curtir e acompanhar a página (e todas as postagens deste blog que fiz sobre este tema) , hehehe! ;-)

 6) Se você tiver condições financeiras melhores (tá, sei que a maioria de nós brasileiros vive ''no aperto'', mas pooode acontecer de alguém que estiver lendo isto possuir melhor conforto financeiro, kkk), considere a possibilidade de pagar aulas particulares para entender melhor os conteúdos. ;-)

 7) E se você, pelo contrário, anda ''duro de bolso'' como a maioria de nós (kkk), considere algum colega que necessite de ajuda em OUTRA matéria, que vc domine - e que ele, por outro lado, domine justamente a matéria que vc tem dificuldade... que tal então propor uma troca? Vc ensina o que vc sabe para ele,e vice-versa... além de ambos não gastarem um to$tão, ambos exercitam as habilidades de comunicação, fixam os conteúdos que já sabem... e, quem sabe, ganham uma nova amizade? B-) B|

E você, leitor(a)? Achou pertinentes as dicas acima? Tem mais alguma sugestão para acrescentar? Manifeste-se na seção de comentários!!! 

domingo, 23 de agosto de 2015

Vida de pessoa com deficiência: um grande ''game''

Por: Débora Rossini

Ooooopa! O post de hoje é para motivar a galera com algum tipo de deficiência/necessidade especial a ter ''força na peruca'' (rsrsrs) e ir em frente, driblando suas dificuldades cotidianas e conseguindo atingir seus objetivos! 

Já publiquei algo parecido na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen'', tendo como foco a galera que possui o referido distúrbio oftalmológico. Mas achei legal adaptar o post de forma que estendesse a quaisquer pessoas que enfrentam algum tipo de necessidade especial (pois, afinal, não é só quem tem um determinado distúrbio oftalmológico é que tem de encarar diversas barreiras de acessibilidade, inclusão e coisas do gênero, né? Hehehe! ) 

Então, vamos ao ponto. Vida de pessoa com deficiência tem um monte de desafios - mas, se deixar de lado os pensamentos autodepreciativos e se considerar isso tudo como um grande ''game'', com certeza dá para se sentir mais forte (e experiente) diante de cada obstáculo vencido. Você, pessoa com deficiência, já pensou nisso? :-) É interessante (e motivador, hehehe!!!)  encarar o dia-a-dia de desafios e adversidades como se fosse um grande ''videogame'' ao estilo ''RPG'' - só que offline e na vida real!! B-)

Quer ver só?? Assim como nos seus videogames favoritos, você tem:

--DESAFIO : Cumprir com seus objetivos de formação acadêmica, de metas profissionais e de realizações pessoais. 

-- INIMIGOS A ENFRENTAR: Os problemas decorrentes do fato de você ter algum tipo de deficiência (tanto os sintomas clínicos da mesma quanto as consequência delas em suas atividades);

-- EQUIPAMENTOS DE ATAQUE E DEFESA: Suas ''armas'' e ''poções'' seriam os aparelhos, lupas, medicamentos e as tecnologias assistivas  (computacionais ou não)  que puderem lhe ajudar em suas tarefas;

--ALIADOS: Pessoas que irão lhe ajudar de alguma forma: sua família, seus professores, colegas que porventura lhe auxiliem, profissionais que o acompanham para ajudar e cuidar, etc.

-- PODERES EXTRAS: Informações a respeito desta condição, através de leitura de blogs, sites, artigos, redes sociais... ;-)

--PONTUAÇÃO: A cada desafio e obstáculo superado, você ganha ''pontos'' na vida real - ou seja, a realização de um sonho, a solução de um problema na escola ou trabalho... e, quem sabe, até novas amizades? B-) 

Deficiência/necessidade especial é coisa séria, mas, se ficar só ''emburrado/a'' (rsrsrs) lamentando o fato de tê-la, não vai resolver NADA...  Pelo contrário! :-P Sendo assim, é hora de encarar tal condição com mais leveza e disposição, enfrentando-a com os recursos que possuir! E, claro, ver nas dificuldades enfrentadas uma oportunidade de crescimento pessoal e de desenvolvimento mental, à medida em que botar a cabeça para ''trabalhar'' e resolver os desafios diários - e, assim, levar esse desenvolvimento ''extra'' para ajudar a ter capacidade de resolução de problemas nas outras esferas da vida. B-) 

E você, que porventura tenha alguma deficiência? Preparado (a) para jogar o grande ''game'' da vida? :-)

(P.S.: Veja o texto original, também de minha autoria, mas adaptado para este blog, neste link.) 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

SÍNDROME DE IRLEN E O DESCONHECIMENTO DESTE DISTÚRBIO POR PROFISSIONAIS QUE TRABALHAM EM ÓPTICAS

Por: Débora Rossini 

Oooopa!!! O assunto da postagem de hoje eu já abordei há alguns meses atrás na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen''. Mas, como as postagens no Facebook vão ficando difíceis de localizar à medida em que novas postagens vão sendo feitas ao longo do tempo, resolvi falar novamente do assunto, aqui no blog. Afinal, é algo que considero ''de utilidade pública'' para quem tem o problema de visão denominado Síndrome de Irlen... e aqui no blog é beeeem mais fácil de achar as postagens, né? ;-) 

Trata-se do fato de que pessoas com Síndrome de Irlen (SI) usam ÓCULOS para corrigir o problema, quando a intensidade deste é mais grave. Porém, o pessoal das ópticas NUNCA OUVIRAM FALAR NESSE DISTÚRBIO DE VISÃO!!!! :-( 
(Aliás, infelizmente, a Síndrome de Irlen ainda é pouco conhecida e divulgada... chuif!!)  
Minha sugestão é que a equipe do Hospital de Olhos de Minas Gerais, que faz um excelente trabalho na divulgação (e no diagnóstico & tratamento) da SI,  promovesse, também, capacitação sobre SI destinada aos profissionais do ramo óptico (assim como já fazem há alguns anos com os profissionais de Saúde e de Educação!) . Desta forma, se os profissionais do ramo óptico forem devidamente capacitados, sem dúvida não só ajudarão na questão informativa acerca de um distúrbio de visão pouco conhecido, como também saberão orientar adequadamente os pacientes com SI a escolherem o modelo de armação correto - de forma que atenda aos requisitos necessários, mas de acordo com o formato e tamanho do rosto da pessoa!!!  ;-)

Sendo assim, um tipo de estabelecimento que, na minha opinião, poderia ajudar (e muito!) na divulgação da SI para a população seriam as lojas que vendem óculos (ópticas). Embora elas NÃO tenham como fazer as lentes de Irlen (para conseguir ter óculos de Irlen no Brasil, deve-se encaminhar os óculos, já com a dioptria necessária, para o Hospital de Olhos de MG, que por sua vez envia a laboratório especializado nos EUA), as óticas têm um papel fundamental na hora de comprarmos as armações (que devem atender a uma série de requisitos - explicados pelo Hospital de Olhos de Minas Gerais - que incluem material, modelo e tamanho da armação.)

Além disso, se os profissionais que trabalham em ópticas souberem, sobre óculos de Irlen, o que for necessário às suas atividades de trabalho, sem dúvida facilitará a vida dos pacientes quando ocorrerem imprevistos com a armação dos óculos (ex: ter de apertar a haste ou trocar as plaquetas de apoio do nariz). 
Digo isto porque JÁ ACONTECEU COMIGO umas TRÊS vezes de ter de apertar a armação dos óculos, que vivia escorregando no meu rosto. Embora eu esteja ciente de TOOOODAS as recomendações do Hospital de Olhos em relação aos cuidados que temos de ter com os óculos (algo meio que ''não pode mexer neles, depois de colocados os filtros, senão pode estragá-los!), eu não podia ficar com eles caindo no meu rosto. Aí eu ia a ópticas de confiança na minha cidade, mas sempre dizendo aquele discuuurso para o atendente, após pedir para fazer o ajuste:

''-EU SEI que vocês, por cortesia, adoram passar algo nas lentes, tais como limpeza com pano ou produto, mas PELAMORDEDEUS NÃO façam isto com estes óculos! Eles são para corrigir Síndrome de Irlen, que é um tipo de fotossensibilidade ocular à luz, e essas lentes especiais, diferentes de todas que vocês conhecem, são feitas nos EUA. Se limpar com pano comum ou usar 'qualquer produto', inutiliza completamente os óculos, que custam caríssimo! Por favor, ESQUEÇAM de encostar nessas lentes, e POR GENTILEZA SÓ FAÇAM isso que tô pedindo, que é na haste para apertar!"

Aí, é claro, nunca tive problemas com danos nos óculos (apesar, de sempre, ter aquele friozinho na barriga, com medo de inutilizar meu$ óculo$)... porém, diante de toooodo esse discuuuurso que eu era forçada a fazer, acabava vendo a cara de assustado do vendedor... e, no final,sempre tinha de mostrar ser simpática e sorridente, a fim de que ele não pensasse que eu fosse uma estressadinha chata. kkkkk! Agora imaginem eu ter de fazer tooodo esse passo-a-passo (o discurso e a cara simpática, mesmo não estando tanto a fim) CADA vez que necessito apertar os óculos? (óculos grandes pra gente magra dão é nisso, kkk).

Por isso é que falo: se, por um lado, os caras da óptica acabam aprendendo sobre algo novo quando tenho de apertar os tais óculos, por outro lado, seria bom se eles JÁ tivessem tal conhecimento prévio, evitando assim maior trabalho da minha parte.


Se você que está lendo isso é profissional do ramo óptico ou conhece algum, COMPARTILHE!! Mostre este texto para ele! Se você é dono de óptica, procure informações sobre óculos de Síndrome de Irlen, e fale delas para seus funcionários!!! Além de facilitar a vida de muitos clientes, será um aprendizado bastante interessante para você e sua equipe, também!!! ;-)

E VOCÊ, LEITOR(A)? JÁ PASSOU POR ALGUM ''PERRENGUE'' SEMELHANTE AO RELATADO ACIMA? Conte sua experiência no espaço abaixo destinado a comentários!!! =) 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Estratégias de Sucesso Para Professores Que Têm Aluno(a) Com Síndrome de Irlen

Por: Débora Rossini

Oooopa! Na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen'', compartilhei um texto bem interessante que trazia dicas para professores de alunos que possuem Síndrome de Irlen (SI). Só que ele estava em inglês... mas compartilhei assim mesmo, porque sei que tem muita gente que domina este idioma (ou, mesmo, que tenta pegar a ''ideia geral'' de um texto usando tradutores automáticos, que, apesar de não darem 100% de exatidão na tradução, ''quebram o galho'' na hora do aperto, hehehe.) Porém, mesmo assim, na parte destinada a comentários, uma leitora-internauta sugeriu: ''Seria interessante se postasse em português!"

Ok!!! Atendendo ao pedido que foi expresso pela leitora - mas que certamente pode também ter sido o ''desejo secreto'' (kkkkk!) de mais gente, passo para todos vocês, leitores, o texto traduzido por mim. Espero que gostem... e que seja útil para os educadores que possuem alunos com Síndrome de Irlen! ''Voilà''!!!  (Texto original em inglês: Clique aqui para acessá-lo.  )

'' O que é Síndrome de Irlen? 

Síndrome de Irlen é uma condição neurológica que afeta a forma como a informação visual é processada no córtex cerebral. Estudantes com Síndrome de Irlen são sensíveis à luz brilhante e com certas freqüências de luz. Essa sensibilidade é causada pelo excesso de estimulação das vias neuronais visuais,resultando em distorções ópticas, dores de cabeça e fadiga durante tarefas visuais (Wilkins, 1995, 2003).

Alunos com Síndrome de Irlen acham difícil se concentrar na leitura e/ou memorizar o que leram. Eles veem a tarefa de ler uma página de "cheia de texto" como uma tarefa que é extremamente desafiadora e desanimadora. Muitas vezes, eles precisam reler várias vezes para entender o texto. Esses alunos têm o potencial para aprender, mas o excesso de estimulação das vias neurais causadas pela sensibilidade à luz pode interferir com o processamento da informação visual. O resultado pode ser o seguinte: mesmo lendo uma passagem curta de texto, pode parecer ser uma tarefa intransponível. Em casos mais extremos, estudantes foram diagnosticados como tendo uma dificuldade de aprendizagem. Eles também são muitas vezes rotulados como preguiçosos, ou acusados de não estarem se esforçando o bastante.

Esta síndrome é reconhecida pelos profissionais?

Publicações recentes, como a revisão da literatura por Nandakumar e Leat (2008) e do estudo por Kruk, Sumbler e Willows (2008) reconheceram Síndrome de Irlen como condição válida - e recomendam o tratamento. Embora o distúrbio ainda não seja completamente compreendido, nos últimos anos o uso de imagens de ressonância magnética (MRI) tem aumentado significativamente nosso conhecimento de como esta síndrome afeta o cérebro.

O que pode ser feito para ajudar o aluno com Síndrome de Irlen?

• Alunos com Síndrome de Irlen são particularmente sensíveis à luz fluorescente em cima - e em relação às lâmpadas fluorescentes compactas. O ideal é o estudante próximo a uma janela que lhes permite beneficiar da luz natural. [NOTA FEITA POR MIM: Cada caso é um caso... se a intensidade da Síndrome de Irlen for severa, pode ser que ele queira ficar o mais longe possível de qualquer fonte de iluminação intensa, incluindo aí a janela, hehehe!] 

• Colocar o aluno em uma área mais escura da sala para ler, ou desligar as luzes, se possível. 

• Permitir que o aluno use óculos de sol ou um boné em sala de aula para reduzir a quantidade de situações em que entram luz nos olhos.

• Os retroprojetores emitem uma luz muito intensa. Certifique-se de que o aluno está sentado longe da luz com um ângulo de 45 graus; e, sempre que possível, apresente o texto em lâminas coloridas em vez daqueles com um fundo branco puro.

• As telas de computador também podem ser problemáticas; peça ao técnico de computador em sua escola para instalar "Screen Tinter Lite", que é um programa de software gratuito que permite que o aluno colorir o fundo de software Microsoft Office, como Word. Este programa não funciona em páginas de internet. [MEU PALPITE PESSOAL: Por experiência própria, os aplicativos SSOverlay e WebHelp Dyslexia trazem melhores resultados - incluindo aí a navegação web. Experimente um deles!!!] 

• Propor aos pais [dos estudantes, quando estes são crianças ou adolescentes]  que eles levem o aluno a um optometrista - para afastar a possibilidade de qualquer outro problemas físico.

• Evite, nos textos impressos ou projetados, apresentar grande quantidade de texto em uma pequena área do papel ou tela; evite também apresentação visualmente desorganizada.

• Dê o aluno mais tempo para ler, pois isso pode ser necessário para que eles para ganhar uma completa compreensão do texto.

• Alunos com Síndrome de Irlen geralmente percebem que eles podem ter um melhor desempenho de leitura e escrita quando se usa papel colorido [ou reciclado]. Peça ao aluno para relatar qual é a cor que lhe proporciona maior conforto visual, e use papeis nessas tonalidades quando for fornecer material fotocopiado ou impresso. 

• Permita que o aluno use uma régua ou dedo como um guia auxiliar durante a leitura.

• Dê tempo para o aluno para descansar os olhos, o que pode reduzir a frequência e gravidade de dores de cabeça e fadiga.

• Incentivar o aluno a usar um gravador de voz para gravar as suas notas, o que reduzirá a quantidade de textos que precisa ler enquanto estudar.

• Evitar exigir que o aluno sempre copie notas a partir do quadro. Isto é tarefa extremamente difícil para os alunos com Síndrome de Irlen.

• Esteja ciente de que o aluno pode ter dificuldade com a percepção de profundidade (ex: dificuldade de pegar uma bola; pode esbarrar com freqüência em objetos ou móveis).

• Papel gráfico, como o utilizado na matemática, pode causar distorções visuais em alunos com Síndrome de Irlen. Use somente com cuidado.

• Evite  fontes "do tipo serif" como Times New Roman; Arial ou Verdana são mais fáceis para o aluno ler. [MEU PALPITE: Letras que têm proporção de altura maior que a largura, do tipo compridas e estreitas - tais como ''Impact'' costumam ser as PIORES para ler! Cansam a visão para caramba, hehehe!] 

• Evite caracteres que são demasiado pequenos ou quantidade de texto muito densa em relação à area da superfície de leitura.

• Incentivar o uso de filtros Irlen® do aluno se tiverem sido prescritos.

• Desencorajar as atitudes negativas e comentários de outros alunos. Incentivar
discussões abertas sobre a Síndrome de Irlen, e as formas em que os colegas podem ajudar os afetados por este distúrbio de visão. 

Maiores informações, e referências podem ser encontradas em www.irlen.com ''
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POSTS RELACIONADOS:
Dicas de como lidar com alguém com Síndrome de Irlen (para professores) 
Dicas de convivência para colegas de um(a) estudante com Síndrome de Irlen


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Síndrome de Irlen e Relacionamentos Sociais

Por: Débora Rossini

Ooooopa! O post de hoje é para falar sobre a questão de Síndrome de Irlen (SI) e Relacionamentos Sociais - algo que já foi sugerido por internautas, há muito tempo, num grupo de discussões que criei no Facebook para discussão de assuntos relacionados à Síndrome de Irlen. 

Como ocorre com pessoas que possuem quaisquer tipo de necessidades especiais, com Síndrome de Irlen não é diferente: há pessoas que, felizmente, apesar de suas dificuldades cotidianas (e de seus óculos com lentes cuja aparência frequentemente é diferente do padrão estético comum), conseguem ter amizades, divertir-se na companhia de outras pessoas, etc. Porém, sem dúvida, devem existir diversas pessoas com SI que passam a maior parte do tempo sozinhas (independentemente de estarem fisicamente rodeadas de gente ou não), sem conseguir fazer amizades na escola, faculdade ou trabalho - e tendo os outros apenas como colegas, não como amigos. E é justamente para tais ''solitários''  -que certamente estão aqui lendo o ''Sopa'' em vez de planejar o carnaval com amigos (hehehe)-, é que estou escrevendo este post! :-)


Tais pessoas acabam por imaginar que é devido à SI e suas implicações é que não conseguem fazer amizades, acreditando que é isso que afasta as pessoas (que, geralmente, não sabem ''lidar com as diferenças''). Bom, como ainda não inventaram uma fórmula ou aplicativo web para saber se o afastamento das outras pessoas se deve a motivos relacionados à SI ou se é por motivos que afetam também as pessoas sem SI (ex: se alguém acaba ficando solitário por ser chato, por não se arrumar direito, por ter personalidade difícil, por ter caráter ''duvidoso'', etc), isso dificulta para que eu dê uma ''receitinha pronta'' (hehehe) para aumentar o índice de popularidade da pessoa! :-) Mas, vamos assumir, para fins práticos, que a pessoa com SI esteja sendo rejeitada pelos seus pares devido às suas necessidades especiais! E então, como resolver isso? 

Bom, se você que está lendo este post está na situação descrita (ou seja, pessoa com S. de Irlen), e deseja ter mais amizades em sua escola, faculdade, trabalho, etc., minha lista de sugestões é a seguinte: 

1) Certifique-se que você se esforça para ser uma pessoa legal - ou seja, agradável, educada, com coisas interessantes para contar, sem ficar se fazendo de coitadinho ou de vítima por ter esse problema de visão. Certifique-se de que você se esforça para cativar as pessoas. Caso contrário, pode ser que esteja sendo deixado de lado não pelo fato de ter SI, mas sim pelo fato de ser um ''mala sem alças'', hehehe! ;-) 

2) Certifique-se de que você domina as regras de comportamento social do meio em que está inserido, e que se veste de acordo. Verifique também se suas atitudes contribuem para uma boa reputação entre as pessoas de seu meio. Certifique-se também de sua honestidade, ética e bons valores morais. (Vale para qualquer pessoa, com ou sem SI, hehehe.) 

3) Se respondeu ''SIM'' aos dois tópicos anteriores, pode ser que realmente as pessoas estejam lhe estranhando pelo fato de não saberem lidar com suas particularidades/necessidades especiais. Se perceber isto, procure abordar e tratar com naturalidade o assunto da Síndrome de Irlen, sem tabus nem rodeios. Indique para as pessoas a leitura de todas as postagens que fiz aqui no ''Sopa'' sobre o assunto... e peça-as também para curtirem, seguirem e lerem os posts da minha fanpage, hehehe! Muitas vezes, é a falta de informação que dificulta o contato interpessoal. 

4) Se mesmo depois disso tudo o pessoal ainda ficar dando ''gelo'' em você, compreenda: o problema não está em VOCÊ, mas sim NOS OUTROS! Com tanta informação a respeito da diversidade humana nos meios de comunicação (rádio, TV, internet, mídia impressa) e ainda assim o povo não ''se toca'' para isso, a ''deficiência'' está é neles - ou seja, eles sofrem de Deficiência de Convivência. (kkkkkk!!!)

5) Siga umas sugestões que andei postando para a galera com SI, na minha fanpage. Reproduzo o post feito lá, aqui no blog. Olhem só: 


''Você é daquelas pessoas com Síndrome de Irlen que se queixam por não ter amigos em seu dia-a-dia? (e que acha que, por causa de várias características do portador da SI, é que as pessoas teriam tendência a se afastar?)Se você respondeu que ''SIM'', tenho duas dicas para você! :-)


1ª) RELAXE, meu querido leitor! :-) Pode ser que nas atividades que você atualmente exerça, as pessoas não sejam tããão dispostas a interagir com você. Mas quem sabe, em outras atividades que você passe a exercer, acabe conseguindo se inserir em outros círculos sociais? (Ex: você ainda está no colégio, mas tem poucos amigos; quem sabe no cursinho ou faculdade você os terá? Ou então: se vc faz faculdade e seus colegas não se interessam muito por vc, quem sabe quando vc for fazer um estágio, ou terminar essa faculdade e começar a trabalhar, terá mais interações sociais? E por aí vai...) Lembre que diversas atividades que você faz, sobretudo as de estudos, são temporárias... e frequentemente, a medida em que se avança nelas, trocam-se os ambientes, estabelecimentos e círculos sociais. ;-)


Claro que, se isso ocorre em um emprego no qual você PRECISE DELE, vc NÃO vai ficar tentando trocar de local de trabalho a todo instante, né? ;-) Hehehe! Caso vc não tenha outra tarefa cotidiana além do trabalho, procure participar, em alguma de suas horas vagas, de atividades extras nas quais vc tenha mais chance de fazer amizades com outras pessoas (caso tenha tempo, obviamente.) Vale fazer um curso livre de qualquer coisa, ou um trabalho voluntário, ou alguma atividade física em grupo... E se você for adepto de alguma religião, vale juntar-se a algum grupo ligado a ela (grupos de oração, trabalhos sociais, etc.) Use sua criatividade! Mesmo que esteja faltando $$$, não se desanime: veja se na prefeitura de sua cidade oferece cursos e atividades gratuitas ou a baixo custo. ;-)


2ª) Embora a mídia e os meios de comunicação ''berrem'' (hehehe) a todos os cantos que ''pessoa que não interage com os outros é fadada à infelicidade'', pense que não é beeeem assim! ;-) Embora uma certa dose de relacionamentos interpessoais nos ajude a amadurecer, ver as coisas sob outros pontos de vista, conseguir até oportunidades de emprego ou mesmo dar aqueeela ajudinha quando vc está em alguma dificuldade, compreenda que, muitas vezes, as pessoas que têm menos companhias acabam por ser mais ''focadas'' em suas tarefas, mais criativas, e propensas até mesmo a fazer reflexões mais profundas sobre questões do dia-a-dia e existenciais! ;-) Dê uma olhada neste texto cujo link se segue [clique aqui para abri-lo] ... Ou seja, é aquela velha história de se ''pegar o limão e fazer a limonada!" 


Já publiquei aqui no ''Sopa'' um post que dá dicas para familiares e amigos de pessoas com Síndrome de Irlen, para lidarem melhor com elas. Veja aqui, e compartilhe-o com quem você achar necessário! ;-)

Ah! Só para terminar: vai que você esteja se sentindo com autoestima baixa devido aos óculos de Irlen com lentes de cores diferentes do padrão convencional. Neste caso, sugiro que verifique, consigo mesmo,  outras qualidades e atributos físicos que sejam seus ''pontos fortes''... e ''mande ver'' neles, hehehe! Está se sentindo ''feioso(a)'' com seus óculos? Então, PARE de se sentir assim, hehehe! Aposte em outras qualidades, tais como um corte de cabelo que te valorize, roupas bonitas e que tenham a ver com você (e com os locais que você frequenta, hehehe), sapatos... e, para as mulheres, além disso aí, vale apostar também em acessórios, maquiagem e esmaltes de unha, caso goste desses apetrechos de beleza. Bola pra frente! :-D Uma autoestima elevada é excelente para atrair novas amizades... e, quem sabe, um(a) ''paquera''? ;-)

E então? Que tal?? 
Se você achou este post útil, comente no espaço abaixo, ou então lá no Facebook! Ah, e não se esqueça de compartilhá-lo em suas redes sociais!!! 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Como dar apoio EMOCIONAL a alguém com Síndrome de Irlen?

Por: Débora Rossini

Ooooopa! O post de hoje foi escrito para dar dicas destinadas a pais, amigos, familiares, conhecidos de pessoas com Síndrome de Irlen (S.I.). 

Sabe-se que pacientes do referido distúrbio oftalmológico necessitam de apoio médico (ou seja, aquisição de óculos e lâminas coloridas de leitura); em alguns casos, necessitam de apoio pedagógico/psicopedagógico (quando são estudantes). Em casos de dificuldade emocional mais intensa em relação à Síndrome de Irlen, vários pacientes sentem a necessidade de apoio psicológico profissional. 

MAAAASSS... E quando o comprometimento emocional do paciente de SI não é tão grave a ponto de precisar de um psicólogo, mas também não é tão ''levinho'' a ponto de o próprio paciente ser autossuficiente e superar so-zi-nho tudo isso? Em outras palavras: sempre que um indivíduo enfrenta uma dificuldade na vida dele, é importantíssimo o apoio emocional da família e amigos; porém, há casos em que a família e amigos QUEREM ajudar, mas não conseguem. E aí, como fica? 

Se você é familiar ou amigo de alguém com SI, as dicas deste post são para VOCÊ mesmo(a)!!! Vamos lá, leia até o fim e compartilhe em suas redes sociais, rerrerré!!! 

PRIMEIRA DICA: Esteja ''lá'', junto com o paciente de SI que é seu parente ou amigo. Mesmo que você não possa estar presente fisicamente (como é o caso de pessoas que moram em outra cidade, ou em bairros distantes de uma cidade grande, por exemplo), mostre que você tem atenção por essa pessoa, e que está disposta a acolhê-la e ajudá-la! 
Não importa o meio de comunicação utilizado; tem gente que gosta de falar ao telefone, tem gente que prefere se expressar através do e-mail, tem gente que gosta de aplicativos de mensagens instantâneas (tais como Hangouts do Gmail, ou Facebook Messenger, ou Whatsapp)... veja o meio de comunicação que é melhor para vocês dois em comum, e ''mande ver'', hehehe! :-) Mas se você tem a oportunidade de conviver presencialmente com alguém que tem SI, melhor ainda para vocês dois! :-)

SEGUNDA DICA: Esteja disposto(a) e paciente para ouvir. Frequentemente uma pessoa com SI tem queixas em relação a problemas no trabalho ou escola, faculdade, por causa dos ''perrengues'' que enfrenta, devido ao seu distúrbio oftalmológico... e necessita de um ombro amigo, não só para desabafar e dividir o problema, mas também para ajudá-la a reorganizar as ideias, sob um outro ponto de vista. 

E você não sabe muito sobre Síndrome de Irlen? Se é esse seu caso, seus problemas acabaram! Veja todos os posts que já escrevi sobre isto... e também curta e siga minha fanpage exclusiva sobre o assunto! :-) 

Ah, e nada de dar aquelas respostinhas-padrão do tipo ''Problemas na faculdade/escola e trabalho, todo mundo tem!'', ou então ''Não esquente, isso passa rapidinho''. Ô meu(a) querido(a) leitor(a), preste atenção: tenha em mente que pessoas com SI têm ''ralação extra'' no cotidiano! Ou seja, além de TOOOODOS os problemas que TOODO mundo tá sujeito, eles têm os ''EXTRAS'' que não existiriam caso não tivessem SI. Ou seja, têm um ''bônus'' (se é que algo negativo pode ser chamado assim, kkkkk.) Portanto, empatia é fundamental.

''Diquinha'' esperta: ''Se você está desconfortável com a expressão emocional, se não se sente à vontade com as palavras, pode mostrar o apoio de outras maneiras. Poder deixar um mensagem de apoio no voice mail, ou mesmo enviar um email motivacional.'' (Ver fonte aqui) . 

Ou se você não é tão hábil para dar conselhos, mas é daquelas pessoas bem-humoradas e de alto-astral, excelente em fazer a pessoa rir - e esquecer (temporariamente) de seus problemas-  já ajuda, hehehe! Só tome cuidado caso a pessoa seja extremamente sensível e emotiva, para não magoá-la com algo que teria, inicialmente, a finalidade de diverti-la.


TERCEIRA DICA: Naaada de começar aquela famosa ''olimpíada do sofrimento'' (rsrsrs) com a pessoa com SI. De que ''olimpíada'' tô falando? Bom, é quando alguém procura um ombro amigo para desabafar, e o interlocutor diz, por exemplo: ''Ah, mas isso não é nada! Você reclama das dificuldades de enfrentar a SI sozinho(a); e eu que não tenho SI, mas tive que sair de casa para trabalhar aos 16 anos para sustentar família, sete irmãos, meus pais doentes e etcétera??'' Sei que tem gente que faz isso até com a intenção de tentar ajudar, maaaas... se o problema enfrentado por você é de natureza DIFERENTE, acredito ser mais prudente que não faça isso, por via das dúvidas. A capacidade de resolução de problemas varia de pessoa para pessoa, de personalidade para personalidade, de contexto para contexto, e de NATUREZA do problema. Talvez alguém que seja meio ruinzinho para aceitar plenamente a própria SI pode ser uma pessoa excelente para resolver um problema de outra natureza (ex: atravessar um problema financeiro ou de relacionamento afetivo). 

Tal ''olimpíada do sofrimento'' acaba por fazer com que o paciente de SI ache que seus sentimentos estão sendo invalidados pelos outros, mesmo eles estando ali BEM EVIDENTES para quem os possui. O que não faz bem para ele, nem um pouco! 

Agora, se você também tem problema de visão - sobretudo se tem SI, hehehe! - aí vale a pena compartilhar sua experiência com a pessoa que tá lhe pedindo apoio!!! Quem sabe você serve até de inspiração para ela encarar suas questões numa boa?? (Vá fundo, hehehe!!!) 


QUARTA DICA: Embora esteja cheio de boas intenções, NADA de virar para o paciente com Síndrome de Irlen e jogar na cara dele(a) que ''Tem gente com problemas piores!" ou, mesmo,  ''Você é muito privilegiado por ter ''somente' SI; pior se fosse pessoa com baixa visão ou cegueira!" 
Na minha opinião, acredito que tal comentário, bem ao estilo ''Jogo do Contente da Pollyanna Otimista'', de acordo com o contexto, nem sempre é válido. Fique atento... comentários desta espécie vão parecer que estão invalidando a ''labuta'' diária de quem tem SI. Você já parou para pensar no desespero de uma mãe, ao ver que seu filho de 10-11 anos ainda não conseguiu ser alfabetizado, por conta da SI? Ou o jovem que está há 4 anos no cursinho pré-vestibular porque não consegue passar no ENEM (em um curso que nem é tão concorrido assim)? Ou no caso do jovem/adulto que já poderia ter formado na faculdade e estar trabalhando, mas está ''encalhado'' nos estudos por causa da SI? Pois é... 

Claro que, nas atividades cotidianas, frequentemente uma pessoa com SI pode ter mais autonomia e independência se comparada a uma pessoa cega ou com baixa visão... SEM DÚVIDA!!! Porém, isto não invalida as dificuldades que uma pessoa com SI enfrenta no estudo, no trabalho, as dificuldades de acessibilidade que enfrenta, o ato de matar ''um leão por dia'' para realizar as tarefas, o grau extra de cansaço, sonolência e energia mental/física/emocional despendida, o desconhecimento e incompreensão acerca de seu problema de visão ... entenda que existem DESAFIOS encarados diariamente pela pessoa com SI, porém DIFERENTES da galera cega e de baixa visão! 
Vale por em prática aquelas dicas clássicas que geralmente são destinadas a como lidar com pessoas que estão se sentindo ''para baixo'' - uma vez que elas NÃO escolheram estar se sentindo assim! 

''Evite dizer frases como:
  • “Você só precisa ver as coisas pelo lado positivo”
  • “Há pessoas que estão bem pior que você”
  • “Eu acho que tudo isso é apenas da sua cabeça.” (Ver fonte aqui )
Troque estas afirmações pelas seguintes perguntas, a serem feitas à pessoa: ''Existe algo em que eu possa ajudar?" Ou: ''Como posso ajudar você?'' Ou então, caso a pessoa esteja irritada: ''Tem algo que eu possa fazer por você, para ajudar-lhe a resolver um problema pontual, ou ao menos fazer você se sentir melhor?" Ou ainda: ''Você recebe algum tipo de apoio na escola/faculdade/trabalho?'' Enfim, mostre interesse pelo que a pessoa está passando, a fim de fornecê-la o suporte emocional necessário! O ''caminho das pedras'' mais adequado, a meu ver,  é esse, hehehe!!! ;-)

QUINTA DICA: Pode acontecer de a pessoa com SI, em questão, ter dificuldades nas questões de socialização - devido a uma possível baixa autoestima ou mesmo possivelmente por sofrer discriminação alheia (por causa da falta de determinadas habilidades ou mesmo em relação à aparência, já que frequentemente óculos de Irlen fogem aos padrões estéticos convencionais). Logo, você como familiar ou amigo, tem um papel importante - caso a pessoa SINTA necessidade de socializar mas não consiga. (Se a pessoa é ''por natureza'' mais quieta e reservada, aí tudo bem; não há nada de errado com ela. É apenas um traço de personalidade, hehehe!) 
Caso a pessoa seja daquelas que, em seus momentos de lazer, goste de passear (e você também, claro!), ''pode convidar a sair para um jantar. Se for um amigo, pode convidá-lo para ir ao futebol, ao cinema ou a um [show]. Pode ajudar numa tarefa difícil, ou ao invés, colaborar e promover alguma atividade que a pessoa goste de realizar.'' (Ver fonte aqui

OBS: Se você é professor ou coordenador pedagógico, e vê que o aluno com SI está com dificuldades de se enturmar, de conseguir grupos de trabalho, de colegas para ajudá-los nas atividades escolares/acadêmicas, talvez seja hora de fazer dinâmicas com toda a turma, para promover a inclusão desse aluno! Vale também para atendimento a estudantes universitários!!! 


SEXTA DICA: Se, pelo contrário da dica 05, a pessoa com SI goste, de nos seus momentos de lazer, de ficar a sós consigo mesma, e bem quietinha, RESPEITE! ;-) Normalmente, tais pessoas ralam ''o dobro'' das pessoas ''comuns'' em suas atividades de trabalho e estudo, para dar conta das mesmas tarefas... e muitas vezes, têm de encarar seus desafios sozinhas! :-( O cérebro de tais pessoas trabalha dobrado, pois elas têm um processo neurovisual diferente de quem não tem esta Síndrome. Daí a maior necessidade de descansar, dormir, devido ao maior cansaço mental e maior queda de ''energia''. (Veja neste link as imagens comparativas que mostram a atividade cerebral de uma pessoa com SI quando está sem os óculos de correção [anormalmente super-intensa, à esquerda] e quando está com os óculos funcionando corretamente [com intensidade próxima ao normal, à direita]. Caso você tenha deficiência visual, creio que este parágrafo já foi descritivo da referida imagem.) 
Logo, não é de se estranhar que seu filho, irmão ou amigo tenha menos ''pique'' que pessoas da mesma idade dele. Seja compreensivo! Nada de ficar falando de forma pejorativa que parece ''um idoso de antigamente'' - isso só o constrangerá ainda mais, ao repreendê-lo por algo de que ele não é culpado!!! 

SÉTIMA DICA: Entenda que entre os sintomas da Síndrome de Irlen estão a ansiedade, a irritabilidade (sobretudo em quem necessita dos óculos de Irlen, mas ainda não os tem, ou tem os óculos ''fracos''), baixa autoestima. CASO a pessoa com SI apresente alguma(s) desta(s) características, seja paciente... ele não necessariamente está fazendo um ataque pessoal contra você (rsrsrs); é apenas a forma que ele possui de se expressar/extravasar perante determinados acontecimentos. Note que tais sintomas já são, por si só, característicos da SI (devido à estimulação incorreta do cérebro e a consequente sobrecarga sensorial experimentada pelo indivíduo, que costuma deixá-lo exausto e estressado). Some-se, a isto, os episódios nos quais a pessoa experimenta sensação de frustração, incapacidade, inabilidade e discriminação alheia. Pronto! Portanto, é importantíssimo que as pessoas que lidam com alguém com SI lhe deem carinho, compreensão, e valorizem seus pontos fortes! 

OITAVA DICA: Pode ser que a pessoa com SI deseje ir a eventos acadêmicos, culturais ou mesmo de entretenimento, mas acabe se desanimando de ir. Verifique se isto não é meramente pela ''fadiga'' já mencionada neste texto, mas sim por causa da falta de acessibilidade do evento (imagine chegar, por exemplo, em um workshop ou evento acadêmico cheio de telões, projetores de slides, computadores, local altamente iluminado, sem condições ''decentes'' de curtir e aproveitar!!!) Nem sempre a pessoa está com tempo, preparo emocional ou mesmo ''com saco'' para correr atrás de questões de acessibilidade (veja um post que escrevi sobre isso). Se você vê que a pessoa realmente quer participar de um determinado evento, e vê que a barreira é de acessibilidade, que tal ajudá-la nesse sentido? (entrando em contato com a equipe organizadora por e-mail ou telefone, explicando as necessidades de adaptações/acessibilidade da pessoa com SI, acompanhando-a ao evento caso ela queira e você possa fazê-lo). Tenho certeza de que a pessoa com SI vai ficar bem agradecida a você!!!  

Não se esqueça que existem várias pessoas com SI que costumam evitar lugares com muita gente, barulho, agito, excesso de informações simultâneas. Isto por causa da sobrecarga sensorial que frequentemente experimentam! Saiba mais sobre esse fenômeno aqui, e veja a simulação desse efeito aqui.) 
Nota: não só pessoas com SI tem isso. Pessoas com outros diagnósticos, como Autismo/Asperger por exemplo, também experimentam tais sensações, ainda que em intensidade diferente.

NONA DICA: Mostre para a pessoa com SI que ela é capaz, valorizando seus pontos fortes. Ela pode ser ruim em leitura e interpretação de textos obrigatórios da escola/faculdade, mas pode ser boa quando lê um texto sobre um assunto que lhe interessa MUITO. Pode ser ''mediana'' nas notas da escola ou faculdade, mas pode ser talentosa em música, artes ou entendimento de assuntos automotivos, por exemplo. Ou então, ela pode se achar ''feiosa'' com os óculos de Irlen com tamanho e coloração das lentes fora do padrão estético convencional - mas quem sabe você pode ajudá-la a valorizar outros pontos fortes de seus atributos físicos? (cabelo, unhas, estilo de vestir, acessórios, forma física, etc?) 

OBSERVAÇÕES FINAIS:

 1) O que você ''irá ganhar'' convivendo e apoiando uma pessoa com Síndrome de Irlen? -Na minha humilde opinião, irá ganhar muito em termos de convivência, de novo modo de ver a vida, de exemplo prático de superação de obstáculos... se ela é uma pessoa legal, pode surgir daí uma grande amizade! Lembre-se de que pessoas que costumam ser discriminadas pela sociedade, costumam valorizar MUITO quem dá valor a elas - já que as oportunidades de fazer amizades, para elas, podem ser escassas.

2) As fontes das quais tirei algumas citações, ao longo do texto (que na verdade é um único site do qual peguei trechos diferentes, como você pôde ver) não é um site sobre Síndrome de Irlen - mas sim um site de autoajuda (psicologia) para pessoas que estão se sentindo com dificuldades emocionais. As dicas específicas referentes a Síndrome de Irlen foram elaboradas por mim mesma (hehehe), com base em relatos virtuais de diversas pessoas que enfrentam este distúrbio de visão ... e em leituras sobre o tema. 

3, para terminar este texto longo )  Antes que me perguntem: eu NÃO sou psicóloga nem profissional da área de Educação ou Saúde, viu, galera?? Leio bastante sobre o tema da SI, mas sou leiga no assunto. Trabalho com diversas iniciativas envolvendo Inclusão & Acessibilidade, mas, como eu já disse várias vezes neste blog, minha área é a de... Computação! ;-) Se quiser localizar algum profissional capacitado a trabalhar com Síndrome de Irlen, clique aqui neste link. 


Bom...  tudo o que escrevi acima é o que me veio à mente. Espero ter ajudado várias pessoas com este texto!!! 
E você que acabou de lê-lo, o que achou dele? Tem algum pitaco ou mesmo alguma bronca? Comente no espaço abaixo, ou então lá no Facebook! ;-)