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(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

domingo, 31 de julho de 2011

"Passei no vestibular... EM OUTRA CIDADE!!! E agora?" - Parte 2


Por: Débora Rossini


Se você é um estudante que, além de deficiente visual, tem poucos recursos financeiros e precisa de morar no alojamento estudantil de sua universidade - em vez de pensionato, casa de família ou república, por causa das despesas- , certamente devem ter surgido algumas dúvidas, ao ler ou ouvir o post anterior! É que, para se morar nos alojamentos das universidades, existem algumas peculiaridades, que não se encaixam exatamente para moradores de repúblicas ou pensões estudantis.


Cada universidade possui suas regras para uso do alojamento. Geralmente é assim: no início de cada semestre, cada universidade abre inscrições para o processo de avaliação socioeconômica (já que os alojamentos têm como público-alvo estudantes de baixa renda que vêm de outras cidades e têm dificuldades financeiras em se manter na cidade-sede da universidade, enquanto estudam nela). Após a seleção, os estudantes recebem um documento explicativo dos direitos e deveres dos moradores, além de reuniões com os responsáveis pela manutenção de tais moradias. (Para saber mais detalhes, acesse os sites das principais universidades públicas brasileiras, e procure por "alojamento universitário" ou "moradia estudantil".)




Tá, mas aí vem a pergunta que não quer calar: " Tenho necessidades especiais e fui aprovado em tal avaliação socioeconômica; como faço para adaptar-me bem, nesse tipo de moradia?"



Seguem-se algumas sugestões:



1) Converse com a pessoa responsável , na universidade, em administrar os assuntos relacionados à moradia estudantil!!! Explique sua situação a ela, tomando como base as dicas explicitadas no post anterior.



2) Informe-se se há apartamentos, no alojamento, reservados e adaptados a pessoas com necessidades especiais. Em caso negativo, peça ao coordenador da moradia estudantil para levar você para conhecer previamente os moradores do apartamento que foi designado a você no alojamento,bem como o espaço físico; e avaliar a receptividade dos estudantes que ali moram.



3)Sugira ao coordenador do Alojamento que seja(m) feita(s), também, reuniões de esclarecimento com todos os moradores de seu apartamento, periódicas ou não, a fim de que seus companheiros saibam como lidar corretamente com você e conviver... proporcionando uma rica troca de experiências entre você e eles!



4) Caso não dê certo com seus companheiros dentro de alguns meses, verifique a possibilidade de trocar de apartamento, a fim de melhor adaptação. Talvez tal possibilidade de troca seja dentro de certas condições e certos prazos, para os estudantes sem deficiência; mas lembre-se de que você possui certas especificidades que eles não tem; se for assim, converse com o coordenador do Alojamento, enfatizando sua condição de pessoa com necessidade especial- desde que o motivo seja explicitamente relacionado à sua deficiência, ok????? Nada de bancar o "espertinho", viu? Rarrarrá!!!! O oportunismo pode "queimar seu filme" e dificultar sua reputação e credibilidade, na hora de reivindicar outros direitos relacionados à sua deficiência, tá????



Lembre-se: como a Lei da Educação Inclusiva está aí - e a permanência em uma universidade diversas vezes depende das condições de um estudante "de fora" permanecer na cidade- é de fundamental importância que os alojamentos estudantis (ou moradias existentes fora do câmpus universitário, mas com as despesas subsidiadas pelas universidades para os alunos de baixa renda) tenham condições de receber estes alunos, adaptando as regras "normais" para os com necessidades especiais sempre que precisar.



Então, "bóra" estudar, galera!!!!!


"Passei no vestibular... EM OUTRA CIDADE!!! E agora?" - Parte 1

Por: Débora Rossini


Se você é um estudante com necessidades educacionais especiais e foi aprovado no vestibular (ou selecionado pelo ENEM) numa faculdade ou universidade em cidade diferente da que você mora... e se a distância entre essas duas cidades não permite que você vá e volte todo dia, obrigando-o a mudar para o município em que a sua universidade se localiza... relaxe: este post foi escrito para você mesmo!!!!!!


Certamente,se você pertence à galera que possui algum tipo de necessidade educacional especial, sua cabeça deve estar cheia de dúvidas e incertezas, independentemente de você ser "calouro" ou "veterano": enquanto os primeiros estão ingressando em um mundo totalmente novo e desconhecido, os segundos enfrentam diversas dificuldades cotidianas há tempos... e, nem sempre, têm com quem trocar ideias ou perguntar algumas coisas...! Então, o "Sopa" taí para dar uma forcinha a você neste sentido!!!!


As dicas e sugestões aqui apresentadas são dirigidas a estudantes com deficiência visual - uma vez que quem elaborou as dicas com base na própria experiência fazia parte da galera que possui problemas com a potência dos "zóio"... rerrerré!!! Mas, se você tem deficiência de outra categoria (isto é, auditiva, motora, etc.), pegue as dicas como modelo e vá adaptando de acordo com a sua realidade física ou sensorial! ;-) É importante frisar que todo mundo com algum tipo de deficiência tem algo em comum: o fato de enfrentar um número grande de adversidades, de dificuldades e de preconceito. No entanto, as especificidades para atender às necessidades de alguém com deficiência varia de caso para caso, de pessoa para pessoa. Então, aproveite as dicas abaixo, e adapte-as como for mais adequado para você!


Sendo assim, partindo do princípio que os leitores alvo deste texto são deficientes visuais (cegos ou com baixa visão), vamos lá?


Em primeiro lugar, tente informar-se sobre a cidade na qual você vai morar! Aliás, que tal conhecê-la, antes de as aulas começarem? Procure saber se ela:


1)É grande, média ou pequena?


2)Considerando as questões topográficas, espaciais e de oferta de transporte público, a locomoção, para uma pessoa cega ou com visão subnormal, é fácil? Como é a questão da segurança?


3)Ao visitar a cidade para conhecê-la, você consegue perceber se as pessoas são mais receptivas a pessoas com deficiência ou costumam ser mais "fechadas" e/ou preconceituosas? (Claro que este fator, por si só, NÃO DEVE ser decisivo para aceitar ou recusar morar na cidade!!!!! Mas a percepção deste fato irá ajudá-lo bastante na hora de você elaborar estratégias para abordar pessoas na hora de fazer atividades ou resolver problemas que, devido à sua deficiência visual, você precise de ajuda);


4)Na hora de procurar um pensionato estudantil, casa de família que aluga quartos, ou república: faça questão de conversar bem com as pessoas que ali moram ou gerenciam a moradia; e observe bastante como elas reagem à sua falta de potência visual! Isto porque, ao dividir um teto com pessoas, você está de certa forma, involuntariamente, compartilhando um pouco de sua intimidade com tais indivíduos que, até então, você nem sabia que existiam! Se você notar que elas te aceitam bem, aí considere a possibilidade de morar ali (e, obviamente, avalie também os outros fatores que todo mundo deve "pôr na ponta do lápis", tais como localização, despesas, etc). Se, pelo contrário, você perceber que tais pessoas não têm um pingo de preparo para lidar com "ceguetinhas" (risos), não perca tempo: descarte a possibilidade e procure outra moradia! Vale muito mais a pena gastar sola de sapato e procurar um lugar com pessoas mais tolerantes, do que ficar passando raiva com gente que não vai te compreender e ainda, por preconceito ou pura falta de informação, vai ficar falando besteira que você, nem de longe, não merece ouvir!!!!


4) Outra sugestão: se possível, prefira quarto individual. Afinal de contas, dividir quarto com alguém implica na frequente possibilidade de o colega, que é normal das vistas, deixar coisas fora do lugar ou mudar objetos de lugar - o que, para um "ceguetinha", é um "saco"! Além de não achar as coisas (já que as pessoas com pouca ou nenhuma visão localizam objetos é pela memorização e orientação espacial, o que obriga a ter organização), corre-se o risco de acidentes, pelo fato de algum móvel ou objeto ser esquecido fora do lugar... e, consequentemente, a pessoa que não enxerga trombar ou escorregar nele!!!!


Importante: se você é cego total, isso vale também para a organização e localização de roupas em seu armário. Guarde tudo no mesmo lugar; e, pela memorização das peças, você já terá em mente quais camisas podem ser utilizadas com quais calças (tanto pelo modelo ou cor) , a fim de evitar combinações inadequadas e consequentes constrangimentos. Numa primeira arrumação do armário, caso ache necessário, peça ajuda a algum normovisual para fazer a organização das peças; e, a partir daí, memorize a localização e a identificação!


Além disso,com um quarto individual você ficará muito mais a vontade para estudar, já que materiais didáticos em áudio, frequentemente usados pela galera que não enxerga, pode incomodar seu colega de quarto que é normovisual, que quer é silêncio para estudar ou dormir... e o uso constante, frequente e contínuo de fones de ouvido, pode prejudicar sua audição a longo prazo! Como seus ouvidos fazem papel de ouvido e de olho ao mesmo tempo - a menos que você tenha surdocegueira-, é fundamental que você preserve sua potência auditiva!!! (Veja detalhes no nosso post "Conserve o que você tem... e já!", clicando aqui). Máquinas Braille e reglétes também fazem um certo barulho quando o usuário escreve... o que pode deixar diversos normovisuais, que não estão acostumados com tais apetrechos, incomodados com os ruídos.


5) Normalmente, os pensionatos e casas de família estabelecem normas quanto ao bom comportamento; entre elas, a questão do barulho excessivo -como música alta- e proibição de festas (ótimo para quem quer é estudar!!!!). Mas, caso você opte por morar em república, verifique qual o comportamento e regras estabelecidas em relação a isto. Oras, você é deficiente visual e precisa de um lugar com o mínimo de ruídos externos, para você conseguir ouvir seus audiolivros e suas apostilas e anotações por meio de leitor de telas ou gravações. Então, se houver ruído externo, "competindo" e interferindo no som do seu computador ou reprodutor de áudio, fica impossível estudar, né? Você não irá conseguir ouvir o que precisa, ali!!!! Então, pense nisso também!!!


6) Caso você já tenha escolhido sua república ou pensionato, com todos os quesitos favoráveis a você, lembre-se: as pessoas que ali moram têm alta probabilidade matemática de nunca terem tido oportunidade de conviver com um deficiente visual. Então , por mais legais que elas sejam , podem ocorrer situações nas quais elas,involuntariamente, cometam algum deslize, ofendendo-o SEM QUERER. Em casos assim, procure "relevar" o fato, mas EXPLIQUE por que você, de vez em quando, faz as coisas um pouquinho diferente deles ou, inadvertidamente, esquece algo fora do lugar. Simples: é que você não enxerga como eles, então , certas coisas ao seu redor que exigem habilidades visuais ficam fora da sua percepçaõ!!! Você não tem culpa, claro! Rerrerré! Mas procure minimizar a ocorrência disso o máximo possível, para evitar atritos. Po exemplo: está comendo? Então, deixe seus utensílios o máximo possível próximo de você, de forma que seu tato (ou campo visual, caso você tenha), permita a localização de tudo,para depois lavar, enxugar e guardar, sem que fique algo para trás...! O ato de deixar algo fora do lugar , mesmo que involuntariamente, acabará fazendo com que as outras pessoas te chamem (injustamente!) de esquecido, desorganizado, ou relaxado!


7) Se, mesmo com todas as dicas acima, uma moradia que pareceu ser legal para você nos primeiros meses tornar-se cansativa para se conviver, relaxe: você não é obrigado a permanecer nela até o fim do curso universitário! Claro que diversas moradias têm um contrato que estabelece tempo mínimo de permanência (variável entre uma e outra). Assim sendo, ao término de cada prazo, pense: convém renovar o contrato de permanência, ou será que é hora de mudar de residência? Isso não ocorre só entre pessoas com deficiência não; entre os "ditos 'normais' ", isso ocorre também!!! Afinal, todos -com ou sem deficiência- são PESSOAS; e, sempre, entre PESSOAS, há diferenças - de temperamento, de culturas (ainda mais em moradias estudantis, onde cada pessoa vem de uma região diferente!), de valores... ok?


8) Pressupõe-se que, se você participou de um processo seletivo em uma universidade situada em uma cidade longe da sua, com certeza você domina habilidades de AVD (Atividades da Vida Diária)... afinal, vai ter de morar longe da família, e vai ter de saber "se virar" longe da mamãe! Rerrererrerré!!!! Mas, se ainda assim, acredita não ter muita desenvoltura para fazer as atividades da vida diária com maior independência, está aí uma ótima oportunidade para matricular-se em um curso de AVD específico para deficientes visuais! Em diversos centros de apoio para pessoas com comprometimento visual, há esse tipo de curso. Informe-se sobre algum, que fica mais perto de onde você mora, e... aproveite!!!!!!


Então...! Depois de ler ou ouvir as dicas acima, elaboradas por alguém que vivenciou a experiência de ser universitária, deficiente visual e em uma cidade longe da de origem, agora é sua vez!!! "Bóra" fazer as malas e cair na estrada!!!! Vamos estudar, galera!!!!! Mas peraí: se você é um estudante que, além de deficiente visual, tem poucos recursos financeiros e precisa de morar no alojamento estudantil de sua universidade - em vez de pensionato ou república, por causa das despesas- , leia o próximo post, que é a "Parte 2" deste. Ou você acha que o "Sopa" esqueceu deste público, heim? Rerrerré!!! Claro que não!!!!!

sábado, 30 de julho de 2011

Aulas adaptadas para...deficientes visuais!!! -PARTE 2

Por: Débora Rossini


Valeu a pena esperar!!!! Tá aí a tãããão aguardada continuação do post "Aulas Adaptadas para... deficientes visuais- Parte 1"!!!!

Esta "parte 2" tem como público-alvo o estudante com cegueira ou baixa visão, dando dicas para ele, digamos, ajudar o professor a ajudá-lo!

"Uê, mas 'péra' aí... pelo que eu já andei lendo e ouvindo, é obrigação da instituição de ensino dar TODAS as condições para que o estudante com necessidades especiais consiga se matricular, estudar e tirar boas notas!" - certamente você, leitor do "Sopa", está pensando...

É, de fato a legislação determina isto!!!! No entanto, na prática, aqui no Brasil, há um loooongo caminho para que o que está na lei seja finalmente cumprido! Infelizmente, sempre tem aquela história de "falta capacitação dos professores e funcionários...", "falta material didático...", "falta isto, falta aquilo...". AAAAFFFFFFF!!!! :-(

Então, o negócio é o seguinte: enquanto tal reestruturação OBRIGATÓRIA dos estabelecimentos de ensino não se completa, de forma a atender plenamente às necessidades especiais de estudantes que porventura se matriculem neles, o "Sopa" dá algumas dicas para você, que é estudante universitário com visão pouco (ou nada) potente, a encarar "de boa" a volta as aulas!!!!

(Obs: se você que está lendo isto é pai ou mãe de uma criança ou jovem que é cego ou com visão subnormal, fique à vontade... você também faz parte do público-alvo deste texto! Isto porque, dependendo da idade do estudante, ele ainda não tem maturidade para trocar ideias com o professor sobre a sua deficiência; logo, cabe aos pais tal tarefa! Aí é só adaptar as dicas que se seguem , de acordo com a idade, maturidade e escolaridade do estudante, ok?)


Bom, vamos lá as dicas? Elas foram testadas e aprovadas por uma estudante universitária que já foi deficiente visual. Então, se você possui problemas com a potência visual, leia ou ouça as dicas abaixo, e... mande ver! :-)


1) Se possível, antes do primeiro dia de aula, informe-se na secretaria quem será o professor de cada disciplina. Peça, então, permissão para conversar em particular com ele e explique seu problema de vista, bem como as habilidades necessárias que você já possui - em termos de domínio de Braille, de tecnologias computacionais assistivas, de estudar usando os sentidos remanescentes, etc.

2) Sempre que possível, leia blogs e sites da área de Educação Especial que falem sobre metodologias de ensino para deficientes visuais!!! É claro que, por lei, o professor já tem de ter recebido a capacitação para lidar com estudantes como você; mas, levando em conta a realidade brasileira... não custa nada você estar antenado também,não é? Assim, TROQUE ideias com seu professor, para AMBOS chegarem a soluções de como ensinar e aprender a matéria, não é mesmo? Vai ser uma experiência enriquecedora para ambos os lados, rerrerré!!!!! O ideal seria que a lei fosse cumprida - ou seja, que o professor já tivesse tal capacitação, deixando ao aluno apenas a tarefa propriamente dita de estudar; mas, enquanto tal processo de capacitação docente não atinge o ponto ideal, tente "correr atrás" , contornando o problema ajudando o professor...! (Dica testada por uma deficiente visual na universidade, e que funcionou!)

3)Troque ideias com outros estudantes com deficiência visual que porventura também estudem na sua universidade! Vale ressaltar que é de extrema importância vocês se unirem, mesmo que sejam de cursos diferentes! Dessa forma, se sua faculdade ou universidade ainda não atingiu todos os quesitos de acessibilidade, um grupo de deficientes visuais (ao contrário de indivíduos isolados) terá muito mais força, poder de argumentação e exposição de ideias para que as mudanças positivas sejam cumpridas... afinal, a lei de acessibilidade está aí para ser cumprida, não é mesmo? Além disso, é uma ótima oportunidade de trocarem ideias... olha que legal: um descobre uma novidade, ou um novo jeitão de estudar esta ou aquela matéria, e aí passa pro outro! :-)

4)Veja se na sua instituição de ensino já possui um órgão específico para tratar dos assuntos relacionados à inclusão dos alunos com deficiência! Em caso negativo, é hora de mobilizar a comunidade acadêmica para que seja criado tal órgão!

5) Esteja sempre, mas sempre mesmo, informado dos direitos e deveres de um aluno com necessidades especiais. Procure conhecer a legislação que trata disso no ambiente acadêmico - e , sempre que algo não for cumprido, corra atrás de seus direitos!



Seguem-se também alguns "toques" para facilitar a interação com as pessoas - sejam eles colegas, funcionários, professores, etc:


1) É comum que, a princípio, as pessoas fiquem meio "sem graça" de aproximar de um cego ou pessoa com visão subnormal. Que tal virar o jogo, a fim de fazer amigos? Puxe papo! Se você aceita bem suas limitações visuais, vale arriscar fazer até algumas piadas bem-humoradas a respeito de sua deficiência visual e do seu jeito peculiar de explorar o mundo... rerrerré! Aos poucos, as pessoas irão vendo que você é um cara (ou uma garota) com senso de humor, e que dá para ser amigo(a) deles normalmente! E se você for tímido, taí uma oportunidade para você se "soltar" mais... afinal, a comunicação é algo que tem de ser desenvolvido para a "sobrevivência na vida acadêmica", não é mesmo? Então, "mande ver"! É claro que , dependendo do local onde você habita e estuda, diferenças de culturas podem interferir na maior ou menor sociabilidade e até mesmo no grau de preconceito que os "ditos normais" possuem em relação à galera que não enxerga! Mas não desanime: você uma hora consegue! :-)


Importante: Claro que há pessoas que têm uma certa dificuldade para lidar com a própria deficiência - o que dificulta a implementação da dica acima. Se esse for seu caso, que tal aproveitar a oportunidade e buscar uma "força" com algum profissional capacitado para isto? Com certeza, à medida que você desenvolve habilidades de aceitar melhor sua deficiência, fica menos árduo lidar com ela! ;-) Veja se na sua universidade há algum serviço de orientação educacional, psicológica, ou algo semelhante! Várias oferecem tal serviço de forma gratuita ou com preços subsidiados, abaixo do que normalmente é cobrado nos consultórios. Aproveite!

2) Sempre procure tranquilizar o professor, mostrando que você PODE fazer algo numa aula prática- a não ser que a atividade proposta seja de alto risco (como certas aulas práticas de Química, por exemplo, ou atividades impossíveis para um cego, como um exercício prático de Computação Gráfica)... Primeiro, procure informar-se com o professor previamente sobre a atividade a ser feita (muitos não se importam de fornecer o roteiro da aula prática alguns dias antes). No caso da atividade ser em grupo, pense no que uma pessoa com pouca ou nenhuma "potência visual" pode fazer, pra contribuir com a equipe. Assim sendo, enquanto os colegas de equipe encarregam-se das tarefas dadas como "visuais" - ex: manipular instrumentos e reagentes perigosos, utilizar softwares cuja interface não é lida totalmente pelo leitor de telas, etc, você pode realizar tarefas tais como fazer cálculos, ajudar na montagem de alguns equipamentos de baixo risco (de acordo, claro, com sua desenvoltura em trabalhos manuais), tomar notas à medida que um experimento vai sendo executado, ajudar na elaboração de relatórios, etc. E, assim sendo, mãos à obra! Já foi percebido em diversos casos que, à medida em que o professor sente-se mais seguro ao lidar com um deficiente visual, o intercâmbio de ideias entre professor e aluno flui mais facilmente, o que favorece tanto o trabalho do professor quanto o desempenho acadêmico do estudante.


E então...? Agora, não tem desculpa para prolongar suas férias: "bóra" estudar!!!!!! Rerrerré!!!

Levando a vida com mais leveza!

Por: Débora Rossini


Oooooopa!!!! Este post é dedicado especialmente àqueles leitores que convivem com a batalha diária de ser uma pessoa com necessidades especiais, sentindo na pele todas as dificuldades de ser alguém, digamos, "diferente" (???!!!!) e enfrentando as adversidades do dia-a-dia,que são aumentadas devido à condição de ser alguém com deficiência (Pessoa Com Deficiência= PCD).
Obs: o post é extensivo também aos pais de crianças e jovens com deficiência, já que os pais também acabam tendo que enfrentar esta batalha cotidiana!


Embora este blog trate, a princípio, de educação inclusiva, acredita-se ser bastante pertinente a abordagem, também, de temáticas que visam facilitar o dia-a-dia das PCD, de dicas para a pessoa estudar, novidades sobre tecnologias assistivas... e, principalmente, abrir espaço para reflexões sobre a temática da deficiência, inclusão e acessibilidade. Afinal, tais temáticas estão intimamente ligadas à questão da Educação Inclusiva e fazem com que esta seja implementada com mais facilidade! :-)


Ah, mas peraí que não parou! Tem uma outra coisa que o "Sopa" faz questão de dar uma mãozinha para os leitores: dar uma força para aumentar a auto-estima dos leitores que são PCD!!!!!! Sabe por quê? Já foi provado, por diversos profissionais da área de Psicologia, Psicopedagogia e similares, que , quando um estudante encontra-se psicologicamente bem, ele tem mais facilidade em aprender. Isso mesmo!!!!!! Sabe-se que a trajetória escolar/acadêmica de uma PCD é árdua, mas... se a pessoa e sua família "entregarem-se" a um estado emocional negativo,vai acentuar ainda mais o grau de dificuldade na batalha diária! :-(


Então, na dose de hoje de "recomendação de leitura", o "Sopa" recomenda o blog "Por uma Vida Simples" (http://porumavidasimples.blogspot.com/). Nele, a autora (cujo nome ainda não consegui localizar, mas ela se apresenta como Terapeuta em seu perfil), trabalha valores como levar a vida "com leveza", como driblar adversidades, como superar as batalhas do cotidiano, etc. "Por uma Vida Simples" é escrito tendo como público-alvo TODAS as pessoas. Daí, pensei: "já que a vida das PCD não é nem um pouco fácil, há necessidade urgente de tal galera conhecer esse blog!!!!"


E, assim, fica a dica! Ainda mais que estamos às vésperas da volta às aulas! Principalmente para quem faz faculdade, todo início de semestre (e não apenas todo inicio de ANO, como ocorre nas escolas de ensino fundamental e médio) é a mesma coisa: novos colegas, novos professores, novas disciplinas, e a pergunta que nunca cala: "será que as novas pessoas que vão conviver comigo terão paciência para lidar e conviver com uma PCD?" Todo estudante que é ou já foi PCD conhece essa "novela"... aaaaaafffff !!!!!!! E quando a PCD é caloura na universidade, aí é que acentua ainda mais a coisa, pois ela terá de fazer mudanças radicais no estilo de vida, podendo incluir aí a mudança de cidade e ter de "se virar" longe da família!!! (Aí a mudança é mais brusca, exigindo maior capacidade de adaptação. )


Em posts posteriores, pretendemos abordar mais duas temáticas: "Aulas adaptadas para deficientes visuais- Parte 2" (a 1 já foi publicada recentemente) e , também, "dicas para estudantes com deficiência que passam no vestibular e vão morar em outra cidade". AGUARDE!!!!!! Nesse clima de fim de férias, o "Sopa" deseja a todos os estudantes -principalmente os que têm alguma necessidade educacional especial- que a volta às aulas não se torne uma "RE-volta as aulas"! (ou seja, revolta às aulas )!!!! Rerrerré!!!! Estude, galera!!!!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Rico aprendizado: CONFIRMADO!!!!!

Por: Débora RossiniOoooooopaaaa!!!! No post de ontem, escrevi sobre a questão do crescimento e amadurecimento pessoal que uma pessoa com deficiência adquire, de tanto lidar com contratempos e adversidades adicionais às que uma pessoa "dita normal" encara no dia-a-dia.

Pois bem! Vasculhando a internet daqui e dali, descobri um ótimo blog que recomendo aos leitores do "Sopa": ele se chama "Escreve, que escuto!", cujo autor é Rodrigo Nunes, que é deficiente auditivo oralizado.

Em um de seus posts, intitulado "Quem sou eu?" , o autor se apresenta e conta sobre a deficiência auditiva dele. O mais legal é que , bem antes de o post de ontem do "Sopa" ser criado, redigido e publicado, o Rodrigo Nunes desenvolveu ideia parecida na postagem feita no blog dele!!! (Tá datado de 18 de março de 2011, mas ele escreveu o texto para ser publicado no blog Crônicas da Surdez, ANTES de ele ter a ideia de ter seu próprio blog...!). Veja um trecho da postagem que ele escreveu:

" (...) vamos deixar a hipocrisia de lado e assumir: às vezes é um fardinho que Deus nos deu para carregarmos, né? Pois acredite ou não, às vezes dou graças a ele por ele ter me dado esse fardinho. Um exemplo? Se não fosse por ele, eu jamais teria prestado tanta atenção aos meus professores nas aulas, sob risco de perder matérias importantes e ir mal em provas e trabalhos. (...) Outro exemplo? Talvez eu fosse uma pessoa arrogante, ignorante e preconceituosa, iguais àquelas as quais estamos cansados de ver diariamente. Pessoas que não compreendem nossas necessidades e acham que somos aberrações da natureza."
Quer ler o texto original na íntegra? Acesse: http://escrevequeescuto.wordpress.com/2011/03/18/quem-sou-eu/#comment-19

Então... o "rico aprendizado" mencionado no post de ontem do "Sopa" está confirmado por outro blogueiro também!!!! E já que o "Sopa" não perde tempo, rapidinho deixou um comentário lá no blog do rapaz! :-)

É isso aí, galera!!!!!!

Criatividade em Matemática... SIM, É POSSÍVEL!!!

Por: Débora Rossini

Quem disse que a Matemática, como uma ciência exata, é algo "frio" e chato??? Se você pertence ao clube dos que pensam assim, prepare-se para mudar sua forma de pensar!!! Rerrerré!!!

Na revista "Linhas Críticas" - Revista da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília- veio um artigo muito interessante abordando o seguinte tema: CRIATIVIDADE EM MATEMÁTICA!!! Isso mesmo! Intitulado "Estratégias para o desenvolvimento da criatividade em Matemática", o artigo foi escrito por Cleyton Hércules Gontijo (que, na época da escrita do texto, era doutorando em Psicologia na Universidade de Brasília e professor do Centro de Educação e Humanidades da Universidade Católica de Brasília.)

Só para deixar os leitores do "Sopa" curiosos, lá vai a reprodução do resumo do artigo:

"A sociedade atual requer pessoas mais criativas e com capacidade de
apresentar soluções inovadoras para os problemas encontrados nos diversos
contextos em que elas estão inseridas. Para atender a tais demandas sociais,o desenvolvimento da criatividade foi inserido como um dos objetivos educacionais nos diversos níveis de ensino. Assim, no contexto educacional,cada vez mais tem sido reconhecida a necessidade de que sejam implementadas estratégias e ações que estimulem e favoreçam o desenvolvimento do potencial criativo. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo contribuir com as reflexões acerca dessas estratégias em uma das áreas do currículo escolar, a Matemática. Nessa área, os estudos têm privilegiado a resolução de problemas, a formulação de problemas e a redefinição
como estratégias didático-metodológicas que possibilitem o desenvolvimento da criatividade.
Deste modo, busca-se discutir, no presente trabalho, as relações entre criatividade e Matemática, descrevendo tais estratégias.
Palavras-chave:
Criatividade. Educação matemática. Estratégias de ensino. "
[1]

Quer ler o artigo completo? Então veja aqui: http://www.fe.unb.br/linhascriticas/linhascriticas/n23/estrategia_para.html
Divirta-se com a Matemática!!!! :-)


REFERÊNCIA:
[1] GONTIJO, Cleyton Hércules. Estratégias para o Desenvolvimento da Criatividade em Matemática. Revista Linhas Críticas - Revista da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Volume 12, nº 23, p.229,244, jul.dez./2006. Disponível em http://www.fe.unb.br/linhascriticas/linhascriticas/n23/estrategia_para.html , acessado em 20/jul/2011.

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Ralação" ou um rico aprendizado? Depende de como se encara...

Por: Débora Rossini

Recebi hoje, por e-mail, uma cópia de uma reportagem publicada na revista Época, datada de 11/07/2011, intitulada "A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada". O texto foi escrito pela jornalista, escritora e documentarista Eliane Brum. EXCELENTE TEXTO!!!!!

Ele fala sobre a questão de que as pessoas acham que uma vida totalmente fácil, feliz e sem problemas, é DIREITO PLENO delas... e que, se algo sai errado nesse sentido, a pessoa começa a se emburrar, lamentar, achar que a vida não tem sentido, entrar em depressão, etc. No entanto, SÃO JUSTAMENTE OS DESAFIOS da vida que nos tornam mais maduros, com uma visão de mundo mais ampla, mais "preparados para a vida"... e que seria bom que os pais, em vez de tentar evitar frustrações dos filhos (superprotegendo-os), fizessem o seguinte: preparassem seus filhos para a vida como ela é (e não para uma vida idealizada!!!!).

Quer ler também a reportagem? Você pode lê-la acessando este link: http://conexoessociais.blogspot.com/2011/07/revista-epoca-de-11072011.html

Após a leitura, vieram ideias e mais ideias para escrever este post!!!! ;-) Afinal,este blog trata não só apenas da Educação Especial na área de Ciências Exatas, mas também sobre as questões que estão intimamente atreladas a ela: Deficiência, Inclusão, Acessibilidade e, principalmente, a cidadania das pessoas com deficiência (PCD)!!!!!

Muitas vezes, quem possui algum tipo de deficiência ou de necessidade especial, ao verem as pessoas "ditas normais", fica aí pensando (e se comparando):

"-Pô, por que eu sou 'assim'? Todo mundo consegue ir aos lugares sem enfrentar nenhum problema com a acessibilidade; consegue estudar e/ou trabalhar sem enfrentar discriminação e a falta de materiais adequados para fazer as atividades, consegue ter opções de lazer sem 'trombar' com discriminação e falta de acessibilidade... por que EU tenho de estar em desvantagem?"Claro que, se esse pensamento é expresso em voz alta, rapidinho um interlocutor vai dizer:

"-Mas peraí, você não é a única pessoa com deficiência... logo, tem muita gente que passa por dificuldades equivalentes".
Aí, existe bastante probabilidade matemática de a PCD argumentar novamente:

"Eu sei, mas... cá pra nós... é tão mais fácil ser membro do 'clube dos ditos normais'! Afinal, essas pessoas têm muito mais facilidade para estudar, trabalhar, sair de casa, andar por aí, divertir, ser mais aceito socialmente, ter independência, não precisar de tecnologias assistivas caras e, às vezes, de difícil manutenção..."
E aí vem as respostas que muita gente com deficiência escuta (frequentemente de uma pessoa do "clube dos 'normais' " :-P ... aaaafffffff!!!!! ) :

"-Ah, mas todos nós temos nossas limitações..."
"-É assim mesmo...Ninguém é igual..."
"-Ah, tem gente que não tem deficiência, mas tem outras dificuldades para alcançar seus objetivos na vida, como, por exemplo, dificuldades financeiras..."PÓÓÓIIIIIMMMM!!!! Aí dá um nó na cabeça do cidadão que iniciou a conversa... :-O

É, realmente todos nós temos nossas diferenças, e nossos desafios... e o fato de ser PCD (Pessoa com Deficiência) não é o único fator responsável pelas dificuldades que uma pessoa enfrenta na vida... até porque, infelizmente, tem gente que possui diversos fatores concomitantes, não é mesmo? Ex: PCD que possui dificuldades financeiras e/ou possui, por exemplo, uma família desestruturada... :-( No entanto, todo mundo que é (ou já foi) uma pessoa com deficiência sabe toooooooodas as dificuldades enfrentadas pela galera composta por PCD!!!! E, se formos refletir mais, a PCD além das dificuldades comuns a todos os seres humanos (já citadas), enfrenta "dores de cabeça" adicionais - que são impostas pela deficiência que apresenta!!!!! :-( E, dessa forma, tal indivíduo pode se pegar, de surpresa, perguntando:

"-Pô, mas já não bastam as dificuldades comuns, que já deixam todo ser humano doido????? Tem de ter, ainda, o acréscimo de ser PCD???"

Calma, leitor do "Sopa"!!!!! Se você identificou com a situação acima, não precisa ficar aí achando que o destino foi injusto com você!!!!!! Faz parte da vida de todos nós, seres humanos, PCD ou não, enfrentarmos dificuldades. E, acredite, elas existem é para fazer de você um ser humano MELHOR!!!!!!

Pense da seguinte forma: pegue você e pegue uma outra pessoa exatamente da sua idade, que não é PCD e sempre teve tudo com a maior facilidade (incluindo aí não só a integridade física e sensorial, mas também o conforto material, a assistência familiar e uma vida social animadíssima!!!). Pronto? Então, tente responder mentalmente as seguintes perguntinhas:

"Entre estas duas pessoas,

a) Quem é que tem de batalhar mais para conseguir as coisas, tendo de ralar o dobro ou o triplo para ter a mesma nota da galera "dita normal" na escola ou faculdade?

b) Quem é que tem de ralar mais para conseguir ocupar uma vaga no mercado de trabalho e , para permanecer nele, não basta só "ser" capaz, mas tem de PROVAR mais do que os outros que É capaz - e, assim, derrubar tabus e preconceitos?


c) Quem é que tem de ser mais "legal", mais "simpático", mais "engraçado", mais "criativo", para conseguir conquistar amigos e mantê-los? Afinal, as pessoas 'ditas normais' costumam ter preconceito com deficientes até para fazer amizades... daí a PCD necessita dar o melhor de si para conquistar amizades com pessoas sem deficiência. (Quem é ou já foi deficiente já conhece tal situação, não é)?


d) Quem é que tem de elaborar mais estratégias criativas para buscar soluções para seus diversos problemas cotidianos? A PCD ou a dita "normal"?


Pois bem... o gabarito oficial do "Sopa" para as perguntas acima é o seguinte: "é sempre a PCD que tem de ralar mais para conquistar seu lugar no mundo!" Mas "ralação", por mais que dispenda energia física e mental de alguém, acaba sendo uma forma de aprendizado, de ganho de maturidade, de habilidade para dar valor às conquistas árduas.

E então!!!!!! Se você é PCD, com certeza é uma pessoa com bastante mais maturidade para encarar a vida real do que alguém que sempre teve "tudo na mão"...! Claro que há situações de extremo desgaste mental, de vontade de "sumir do mapa", de baixa autoestima, mas... não tenha dúvidas de que: você tem limitações de um lado, mas habilidades de outro (e muitas vezes, habilidades que os 'ditos normais' não desenvolveram, por razões diversas); você tem de "ralar" mais, mas certamente dá mais valor aos seus sucessos e conquistas do que alguém que, sem se esforçar muito, foi lá e conseguiu; você com certeza não deixa se abater por situações pequenas, ao passo que tem muita gente que "tem tudo" mas se abate por coisas "pequenas"; você com certeza desenvolveu meios de cativar as pessoas pelo que você É - e não pela aparência, principalmente a física; você com certeza dá muito mais valor às pesssoas que você gosta bastante - e tem muito mais maturidade e experiência de vida para distinguir uma amizade verdadeira de uma falsa... e por aí vai. Portanto, você que é uma pessoa com deficiência... VOCÊ, ALÉM DE BEM-EQUIPADO PARA A VIDA REAL, É UM VENCEDOR!!!!! :-)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tesouro encontrado na internet!

Por: Débora Rossini

Oooooooopaaaa! Você não pode deixar de ver este tesouro encontrado pela internet! É o blog "Crônicas da Surdez", da Paula Pfeifer. Navegue à vontade!!! http://cronicasdasurdez.com/

A autora, de 29 anos, é deficiente auditiva e usuária de aparelhos de amplificação sonora individual (desses aparelhos comuns de surdez). Um dos aspectos legais do blog é a oportunidade de proporcionar a diversas pessoas -usuárias de aparelhos de surdez convencionais e de implantes cocleares - a troca de ideias e de dicas relativas à surdez (e à convivência com esta) e publicação de depoimentos, fazendo com que tais pessoas se identifiquem entre si e não se sintam sozinhas!!!! :-)

Boa leitura!!!! :-D

Aulas adaptadas para... deficientes visuais!!!! - PARTE 1

Por: Débora Rossini

Oooooopaaa!!! No post anterior, pegou-se uma “caroninha” no post da Lak Lobato, blogueira do “Desculpe, não Ouvi”, a fim de mostrar para os leitores dicas para atender às necessidades educacionais de um surdo oralizado. Pois bem, agora o “Sopa” ficou inspirado e resolveu “mandar ver” em uma produção própria: “Aulas adaptadas para ... deficientes visuais!!!!!”

As dicas que se seguem abaixo são destinadas a professores e/ou monitores que trabalham com deficientes visuais (cegos e de baixa visão) no ambiente universitário. (Entretanto, podem ser adaptadas para a realidade de instituições de ensino médio e fundamental; para isso, deve-se considerar que nem tudo o próprio aluno poderá, por si só, explicar ao professor -uma vez que, dependendo da idade, ele não terá maturidade pra entender plenamente o que ocorre com ele e como explicar isso para um adulto. Por isso, quando o estudante deficiente visual ainda é criança ou adolescente, é fundamental que os pais ou responsáveis acompanhem beeeem de perto a vida escolar do mesmo, a fim de estabelecer relações mais estreitas com a escola e seus professores, para explicar o que ocorre com o aluno ; e juntos, buscarem soluções para melhor atendê-lo.)Foi feita a divisão em “Parte 1” e “Parte 2” , para não cansar tanto o leitor com um post que ficaria tão grande, se fosse escrito de uma vez só! Assim sendo, este post é a parte 1.

Então, “voilà” as dicas para quem dá aula para deficientes visuais no ambiente universitário:

---Logo no primeiro dia de aula, converse com o aluno que apresenta deficiência visual e procure saber em que intensidade é a deficiência visual dele (parcial ou total); qual o tipo de doença ocular que o acomete; quais os recursos assistivos cuja utilização ele domina e quais ele ainda precisa aprender; se usa tecnologias computacionais assistivas (e se sim, quais?);
---Em caso de baixa visão, pergunte-lhe em quais condições ele estuda melhor: é com pouca luz? É com muita luz? Seu campo visual é grande ou pequeno?


---Usa caracteres ampliados, lupa ou Braille? (Nota de esclarecimento: existem pessoas com visão subnormal que não conseguem ler em caracteres ampliados por muito tempo, sob pena de sentir forte incômodo visual. Assim sendo, há pessoas com visão subnormal que preferem utilizar o Braille como recurso auxiliar de leitura e escrita, mesmo não sendo totalmente cegas) ;


---Possui boa orientação espacial e capacidade de construir modelos mentais a partir de audiodescrição ou manipulação de figuras táteis? Isso é fundamental para a compreensão de gráficos, modelos geométricos de Matemática, esquemas de células de Biologia e de modelos atômicos e moleculares de Química, entre outros.Além disso, ficam aí mais algumas dicas para os professores:


---Quando estiver escrevendo na lousa, procure ler em voz alta o que está sendo escrito, para que o aluno acompanhe o que está sendo feito;


---Ao utilizar retroprojetor ou data-show, procure ler e/ou descrever o que está sendo mostrado. É muito comum os professores, distraidamente, apontarem qualquer coisa na lousa ou numa projeção e falarem: “-Pois bem, você pega este número aqui [e aponta] e soma com este aqui [e aponta de novo]”; ou, então, “Este, este e aquele valor deste gráfico no eixo x [e apontam] têm essa, essa e aquela imagem no eixo y”. O aluno que possui problemas de potência visual, sem dúvida, vai ficar é “boiando”, sem saber do que se trata!!! :-O Então, a atitude mais indicada é a seguinte: fazer uma breve descrição ou leitura de quaisquer representações que estejam na lousa ou projeção -e, assim, prosseguir a explicação. Por exemplo, fica legal se o professor disser: “-Pois bem, você pega o número 5048 e soma com 4560”, ou, então, “Os valores 4, 2 e 6, no eixo x, têm as imagens 5,3 e 7 no eixo y, respectivamente.” Isso, claro, depois de estar comprovado que o aluno tem mentalizado, corretamente, o sistema cartesiano e os eixos x e y espacialmente.


---Sempre que possível, leve para a aula modelos concretos que possam ser manipulados. No caso da Matemática: para se ensinar Geometria Analítica, uma boa saída é utilizar palitos de churrasco e pedaços de papel duro (como capas de caderno, por exemplo), para representar os planos, os vetores, etc.


---Outra boa ideia, para explicar gráficos, é pegar na mão do estudante deficiente visual e “desenhar” com seu dedo, na palma da mão do aluno, o gráfico e suas linhas de representação de valores. Em diversas situações funciona! ;-)


Tais dicas, descritas acima, foram elaboradas, testadas e aprovadas por uma estudante universitária que era deficiente visual (com visão subnormal) , ao fazer as disciplinas Cálculo 1 e 2, Geometria Analítica e Estatística! ;-) Então... que tal?

Peraí que não acabou, rerrerré!!! Tem a parte 2 também!!!


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aulas adaptadas para surdos...oralizados!

Por: Débora Rossini

Muitas vezes, quando é abordada a questão de aulas adaptadas para atender às necessidades dos estudantes surdos, frequentemente vem à nossa cabeça a presença de intérpretes de LIBRAS em sala de aula. Certo?

Bom, mais ou menos... sabe por que?

É que, conforme já foi dito em outros posts, há uma grande diversidade entre os surdos! Tem aqueles que são usuários de LIBRAS (pelo fato de dispositivos de amplificação sonora não serem eficientes para ajudar-lhes na percepção de sons) , e tem aqueles que conseguem, de algum modo, beneficiar-se com a utilização de aparelhos de amplificação sonora individual ou implantes cocleares - de tal forma que sejam capazes de discriminar sons (ainda que parcialmente) e falar (mesmo que com uma dicção diferente da de quem ouve normalmente). O primeiro grupo é denominado de "surdos sinalizados", e, o segundo, de "surdos oralizados".

Mas isso não significa que as tecnologias de amplificação sonora sejam capazes de, por si sós, resolver e "curar" o problema dos surdos oralizados!!! Há necessidade, sim, de algumas adaptações no modo de conduzir as aulas, em uma classe que contenha alguém com tal perfil.


Então, agora você deve estar se perguntando:
"-Xiiiii, então como é que deve se proceder -principalmente em instituições de ensino- para atender da melhor maneira possível um surdo... oralizado?"

Relaxe!!! :-) Lá no blog "Desculpe, não ouvi!", da Lak Lobato, veio um post bem legal explicando sobre isso. Quer ver? Lá vai o link:
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2011/07/11/aulas-adaptadas/

Boa leitura!!! :-)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tecnologias Assistivas para... SURDOCEGOS!!!!!

Por: Débora Rossini

Tanto se fala em Tecnologias Assistivas para cegos daqui, para surdos dali, não é verdade? Mas... aposto que você, leitor do "Sopa" deve estar aí intrigadíssimo se perguntando:

"-Tem gente que é surda e cega ao mesmo tempo!!! Então, o que existe disponível para melhorar a qualidade de vida de tais pessoas???"

Bom, para começo de conversa, vamos explicar o que é um "surdocego"?

Para quem não sabe, "surdocego(a)" é o termo utilizado para denominar as pessoas que possuem deficiência visual e auditiva simultaneamente. Quem costuma verificar a lista denominada "Você também poderá gostar destes sites e blogs", no canto direito desta página, irá ver o link para um blog denominado "Menina Robô". Escrito por Kariny Takita, ele mostra um exemplo de caso de uma pessoa com surdocegueira, tal como a autora - que, no caso dela, tem baixa visão e baixa audição. Mas tem gente que tem total ausência de visão e de audição!!! Um exemplo bem famoso é o da Hellen Keller, que era totalmente cega e surda desde pequenininha.

Assim sendo, pessoas que apresentam surdocegueira tem necessidades especiais diferentes daquelas pessoas que são só deficientes visuais ou só deficientes auditivas: elas necessitam de um tratamento que levem em consideração o quadro sensorial geral que elas possuem -- que seria a combinação das sensações capturadas pelos sentidos intactos e pelos sentidos que haja alguma queda, considerando a percentagem de visão e de audição remanescente que ela tenha (se tiver). Desta forma, "No caso de um indivíduo com surdo-cegueira, este não é um surdo que não pode ver, nem um cego que não pode ouvir. Não se trata de uma simples somatória de surdez e cegueira, nem só de um problema de comunicação e percepção. Quando a visão e a audição estão gravemente comprometidas, os problemas relacionados à aprendizagem dos comportamentos socialmente aceitos e a atenção ao meio se multiplicam, limitando a este indivíduo a antecipação do que vai ocorrer à sua volta, diminuindo sensivelmente sua motivação na exploração do ambiente em que convive, requerendo, desta forma, incentivos extras para que desenvolva novas formas de aprendizagem para compensar suas dificuldades visuais e auditivas e para estabelecer e manter relações inter-pessoais. Para essas pessoas, as trocas interativas precisam ser orientadas para o desenvolvimento dos sentidos remanescentes, entre eles o cutâneo, cinestésico corporal e sensorial, gustativo e olfativo, como forma de acesso à informação na ausência dos sentidos da visão e audição. Desta forma, pretende-se possibilitar ao indivíduo um acesso que supra suas necessidades especiais de comunicação, da extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, recreativas, sociais, para acessar informações e compreender o mundo que o cerca." (Cunha, Cendon, Nohama,2008). [1].

Bom, agora que você tem uma noção do que é um surdocego, vamos ver novidades sobre tecnologias assistivas destinadas a este público? Entre tais tecnologias, podemos mencionar o Implante Coclear, o Braille, o Brainport e a Estimulação do Córtex Visual, dentre outros recursos! :-D Então, veja um artigo bem interessante sobre tal temática! Ele é intitulado "Tecnologias Assistivas para indivíduos surdocegos". Foi escrito por José Carlos da Cunha,da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) - Depto. de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (CPGEI) ; Rodrigo Villaverde Cendon , da Universidade Positivo - Depto. de Engenharia da Computação; e Percy Nohama , da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Programa de Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde (PPGTS). Para ler, acesse: www.abnc.org.br/ed_art_down.php?id=566
Boa leitura! :-)

Referência: [1] CUNHA, José Carlos da; CENDON, Rodrigo Villaverde; NOHAMA, Percy. Tecnologias Assistivas para indivíduos surdocegos. In: Jornal Brasileiro de Neurocirurgia - JBNC, vol.20 nº 1, 2009, p. 53-72. Disponível em www.abnc.org.br/ed_art_down.php?id=566 , acessado em 08/07/2011.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quem precisa de um aumento aí???????

Por: Débora Rossini

Ooooooopaaaaa!!!! Se você precisa de "um aumento", chegou na página web correta!!! Mas CALMA: não tem nada a ver com aumento de salário não! Rarrarrá! (Infelizmente, o "Sopa" não tem como dar isso pros leitores não... ainda mais que quem escreve é estudante, e estudante vive "quebrado"!!!! Rirrirri!!!) Estou referindo a aumento de letras, aumento de caracteres, aumento de qualquer coisa que esteja no monitor do seu computador ... e que, caso a sua visão não seja 100% , fica difícil de enxergar!

"-Ah, já sei como aumentar as letras!" - você deve estar pensando, caso tenha visão subnormal ou alguma dificuldade em ler letras pequenas, mesmo que temporariamente. "-Basta seguir as dicas de acessibilidade que estão aí no topo do lado direito da página principal do 'Sopa' e 'voilà' o tamanho GG de que necessito, né?"

É, leitor, realmente tais dicas ajudam muito!!!!! ;-) Mas tem gente que precisa de soluções mais práticas e eficientes, não é? O truque referido acima infelizmente não dá para toda e qualquer situação! Por exemplo: se você apertar Ctrl+ , vai até conseguir visualizar esta página em tamanho maior... mas as abas, a barra de endereços, os ícones de outros aplicativos vão estar miudinhos... E então? Em vez de ficar tristinho, continue lendo este post! (E se você for deficiente visual completo que está OUVINDO este post, continue ouvindo assim mesmo... as dicas certamente serão úteis para você repassar a alguma pessoa que porventura precise delas!!! Será mais um assunto para você abordar na sua roda de amigos!!!)

Bom, a galera lá do site Movimento Livre, que não perde tempo - e está sempre atualizada nas novidades para facilitar a vida de quem tem problemas com a potência visual - , publicou um post com as principais opções de ampliadores de telas!!!! OBAAAAAAA!!!!! :-D

Tá curioso? Então, clique aqui para ler o post que eles fizeram no site.

Se você tem visão subnormal e gostar de algum ampliador de telas descrito no post, já sabe: nada de ficar forçando os olhos com caracteres miudinhos, e detonando mais ainda sua visão que já não é lá tão potente!!!!! Escolha o ampliador que mais atende às suas necessidades e... USE O APLICATIVO À VONTADE!!!! (Cá pra nós: AUMENTE os caracteres para não AUMENTAR seu problema de vista!!!!) Então!!! "Bóra" ampliar as letrinhas aí? :-)

POSTAGENS RELACIONADAS
Ainda não sabe usar o Dosvox? Sua oportunidade de aprendizado chegou!!!
Uma 'mãozinha' e tanta... ou será UM OLHO e tanto?
Que cão-guia que nada! Com vocês, a ORCA-GUIA!!!
Aceleeeera, usuário de leitor de telas!!!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Uma" mãozinha" e tanta!!!! Ou será "UM 'OLHO E TANTO' "?

Por: Débora Rossini

Oooooooooopaaaaa! O post de hoje é para aqueles leitores que ficam curiosos de ver funcionando os apetrechos tecnológicos que dão uma "mãozinha e tanta" (ops, "um olho e tanto", rerrerré!!!) para os deficientes visuais!!!! Lá no site "Olhar Digital", veio uma reportagem bem bacana em forma de texto e de vídeo, mostrando exemplos de usuários com deficiência visual que utilizam tecnologias assistivas que os auxiliam a minimizar as limitações do dia-a-dia de pessoas que não enxergam.

Para ver o vídeo e ler a reportagem, clique aqui.

Palpitinho da "Sopeira" que pilota este teclado: muito legais as tecnologias descritas! Dão para a galera que não enxerga fazer um monte de coisas sem depender da ajuda de outras pessoas! É muito legal a sensação de independência e autonomia!!! Pena que, no Brasil, muitas dessas tecnologias assistivas ainda são caras... buáááá!!!!!

E você que está lendo ou ouvindo este post: o que acha? Dê seus "pitacos" também, na seção de comentários!!!!!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dançando com a Matemática... NO BOM SENTIDO, RERRERRÉ!!!!

Por: Débora Rossini


Oooooopaaaaa! Navegando pela web, achei isto no site Piadas Nerds: Movimentos Matemáticos ; Lindos Movimentos de dança!!!


http://piadasnerds.com/2011/04/25/movimentos-matematicos


A brincadeira, tirada de um site que não é em português – e reproduzida e traduzida pela equipe do site Piadas Nerds- , é feita em forma de desenhos em série, em quadrinhos. Mas espera aí, leitor do “Sopa” que usa leitor de telas!!! Não precisa ficar chateado!!! Vou descrever a sequência dos quadrinhos aqui, para a galera que, por uma razão ou outra, possui problemas de potência visual, rerrerré! Afinal, os leitores de tela, lamentavelmente, ainda não descrevem imagens digitalizadas. Então,“voilà”:


Lindos Movimentos de Dança:




  • seno de x: Para representar o movimento que representa o gráfico de tal função, ambos os braços fazem movimentos sinuosos.




  • cosseno de x: Neste caso, ambos os cotovelos ficam para baixo e as mãos retas.




  • tangente de x:Um braço sobe, e o outro desce.Ambos meio sinuosos.




  • cotangente de x:O braço que desce no exemplo anterior, sobe... e vice-versa!




  • raiz quadrada de x : Ambos os braços, retos, sobem e ficam numa inclinação de 45 graus.




  • X : Um braço reto para baixo e o outro braço reto para cima. Ambos numa inclinação de 45 graus;


  • x ao quadrado: Ambos os braços erguidos, de forma que formem um U (parábola).


  • x ao quadrado mais y ao quadrado: Aproveite o movimento do item anterior. Agora, faça com que as mãos encontrem uma com a outra.




  • raiz quadrada de x : Ponha seu braço esquerdo, em arco, para baixo. O direito, em arco, atravessando seu tórax.




  • raiz quadrada de menos x : Faça o movimento anterior, mas agora com os braços invertidos.




  • 1 sobre x : Ponha seu braço direito em argo, na altura do tórax, com a mão para baixo. O esquerdo, também em arco, mas levantado... e a mão esquerda sobre a testa.




  • Oh! Shit!” : Rarrarrá!!! Aí já não é função matemática nenhuma, mas a exclamação de algo como “ô, que m****!!!” em inglês! A ocorrência de tal pensamento é uma situação bastante comum, quando os cálculos matemáticos se “embananam” completamente, em uma prova ou exercício difícil... e aí, a linha do gráfico representada é a como se fosse uma linha toda embolada, emaranhada... rarrarrá!!!! Embole os braços em movimentos simulares ao de uma linha toda embolada, confusa, em círculos, para um lado, para o outro, sem rumo definido... rarrarrá!!!!




Tá, tudo bem que o que eles colocaram lá foi uma abordagem bem-humorada da Matemática, fazendo uma brincadeira com os formatos dos gráficos de diversas funções matemáticas e a transformação disto em movimentos a se fazerem com os braços, durante uma dança. Muito legal por sinal!!! :-) E isso gerou ideias: por que não aproveitar tal ideia numa sala de aula – principalmente quando nela há estudantes deficientes visuais? (Leia-se: estudantes que não enxergam os gráficos de Matemática na lousa, no retroprojetor ou nos livros!!!!!!) Assim sendo, com os movimentos do corpo, dá para a galera que possui problemas de potência visual aprender, direitinho, o formato dos gráficos, através do movimento do próprio corpo – bastando para isto, que um professor ou monitor mostre-lhe, previamente, como deve ser feito!!! ;-) E fica aí uma sugestão: quem tiver talentos musicais aí, pode compor uma musiquinha de Matemática, com ritmo bem animado, e cuja letra fale exatamente do tema a ser abordado (senos, cossenos, tangente, etc)!!! Aí a chance de o estudante fixar o conteúdo é maior! :-)


E vale a ideia não só para os alunos que não enxergam ou enxergam pouco: os estudantes que possuem a potência visual funcionando a todo vapor também, com certeza, irão gostar!!! Rerrerré!!! Dá pra fazer uma atividade bem legal na aula de Matemática, que inclua e integre a turma TODA, englobando tanto os deficientes visuais quanto os normovisuais! :-) Certamente, irá ser divertido para todo mundo, e aí dá para quebrar aquele grande MITO de que Matemática é chata, é “fria” e é difícil!!!!


Nota: como você pôde perceber, escrevi as funções matemáticas na linguagem por extenso. Isto porque, para quem usa leitor de telas, é necessária a escrita desta forma... já que o software de leitura em voz alta não lê corretamente os símbolos da escrita tipicamente matemática, em boa parte das vezes... Mas isso é um assunto que fica para um futuro post, rerrerrê!!!


Fica a dica! Até mais!!!! :-)