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(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Conhece o "Projeto Incluir"?

Ooooopa!!!! Você aí, que tá na frente do computador e que tanto se interessa pela questão da inclusão das pessoas com deficiência, já ouviu falar no Projeto Incluir?

O referido programa é um projeto institucional, destinado às instituições de ensino superior do Brasil. É financiado pelo Governo Federal, através da Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC).

E qual é o objetivo desse projeto?

O objetivo é proporcionar às universidades brasileiras recursos - tanto humanos (profissionais capacitados para trabalhar e lidar com pessoas com deficiência) quanto materiais (equipamentos , tecnologias assistivas, adaptações arquitetônicas de acessibilidade, etc). Dessa maneira, procura-se atender à política de Inclusão nas instituições de ensino superior. Já falamos em outros posts sobre as dificuldades encontradas pelos estudantes no ambiente acadêmico, não é mesmo? Então... se você está querendo manter-se antenado em relação a como as universidades procedem para minimizar tais barreiras, você não pode ficar "boiando" acerca do Programa Incluir!

A Universidade Federal de Lavras/MG (UFLA) é uma das instituições contempladas pelo Projeto Incluir; desde 2008, ela atende a edital específico para poder participar do Programa- e, assim, realizar ações que promovam a inclusão dos estudantes com alguma necessidade especial. Assim sendo, houve iniciativas tais como:

-aquisição de equipamentos (tecnologias assistivas) para possibilitar que as pessoas cegas e de baixa visão possam ter acesso a materiais didáticos, periódicos e impressos em geral. Entre eles, podemos mencionar : computadores com software leitor de tela e monitor de tamanho grande, que possibilita ampliação do que é exibido na tela; impressora Braille; scanner, para digitalização de textos impressos (que posteriormente são convertidos para voz, para que o estudante deficiente visual ouça os textos);

-monitor bolsista, para auxiliar os estudantes deficientes visuais nas atividades acadêmicas sempre que necessário. Curiosidade: no ano de 2009, uma das "Sopeiras" foi monitora desse projeto, viu????? Dê uma olhada no vídeo intitulado "Inaugurações da Biblioteca Central UFLA", produzido pela TV Universitária de Lavras, clicando aqui.


Além disso, houve também:

-cursos de capacitação para a comunidade acadêmica (em 2009 e 2010, houve, por exemplo, o curso de capacitação dos servidores da Biblioteca Central)

-instalação de elevador, na Biblioteca, para acesso de pessoas com deficiência de locomoção.

Tiveram também outras atividades realizadas. Ficou curioso para saber mais? Calma, leitor! Rerrerré! Foi publicado, pela equipe responsável pelo Projeto Incluir na Universidade Federal de Lavras, o jornal "Incluir Notícias"!!!!

Boa leitura a todos, e... comentem!!!! ;-)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dificuldades em Aprendizagem de Matemática: questionamentos e reflexões

OOOOOOpaaaa!!! Para quem se interessa por Educação Matemática, lá vai um blog legal para ler e adicionar em "Favoritos":

http://http//lourdesonuchic.blogspot.com/

É o blog da Profª Drª Lourdes de La Rosa Onuchic,que trabalha no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), câmpus de Rio Claro/SP. Ela atua em atividades como a orientação de mestrado e doutorado, bem como a coordenaçaõ do Grupo de Trabalho e Estudos em Resolução de Problemas (GTERP).

Um post que você não pode deixar de ler, no referido blog, é intitulado "O Ensino de Matemática: mudanças no ensino, na aprendizagem, na avaliação e no uso da tecnologia". Bastante sugestivo o título, não? Tá doido pra ler o texto? Lá vai o link:

http://http//lourdesonuchic.blogspot.com/2008/07/o-ensino-de-matemtica-mudanas-no-ensino.html

O ponto-chave do texto é o seguinte: para que a Matemática seja bem ensinada - e consequentemente bem assimilada pelos estudantes- , devem-se desenvolver metodologias educacionais que atendam aos canais de aprendizagem dos estudantes. Quais as linhas pedagógicas que devem ser trabalhadas? Quais as metodologias mais eficientes? Por que, mesmo matriculado em uma boa escola, pode acontecer de o aluno tirar notas baixas em tal disciplina e “lutar” para passar de ano? Enfim, há diferenças significativas entre a Educação Matemática e a Educação de um modo geral?

Dúvidas e mais dúvidas...
Agora, cá pra nós, leitores do “Sopa”: Por que será que muita gente diz "detesto matemática"? Será que é uma matéria realmente chata? Ou será que, devido a métodos de ensino não tão estimulantes, acaba-se por passar uma imagem erroneamente ruim da Matemática? Note que estamos falando, aqui neste post, de estudantes em geral - e não estamos restringindo apenas aos estudantes portadores de necessidades especiais, que normalmente são o foco deste blog. (No entanto, estes últimos são os que mais sentem os efeitos de metodologias de ensino pouco eficientes - já que estes, além das dificuldades inerentes ao fato de ser um estudante, têm ainda as dificuldades adicionais enfrentadas pelo fato de terem necessidades especiais.)


Tem gente que gosta de Matemática, mas tem gente que tem pavor. Por quê?

Bom, nós, os "Sopeiros", ingressamos num curso universitário de Matemática... então, presume-se que não achamos essa matéria chata - caso contrário, não teríamos feito esta escolha para a futura profissão! Mas tem muita gente que o-de-ia essa matéria, e ainda brinca: "O quêêêê???? Matemática é curso para 'loucos'!" E então...? Por que será que uma mesma matéria causa opiniões tão diferentes entre as pessoas?

Tudo bem que existe o fator das habilidades acadêmicas- uns gostam mais de Exatas, outros de Humanas, outros de Biológicas... Cá pra nós, se todo mundo gostasse das mesmas coisas, como a Humanidade teria acesso às diversas áreas do conhecimento? ;-) Pessoas diferentes, áreas diferentes... ok? Até aí, tudo bem. O problema instala-se quando a pessoa QUER ou PRECISA assimilar uma disciplina e não consegue (a Matemática, no caso)... seja para estudos do ensino fundamental, médio, preparatório para concursos e vestibulares... ou seja até mesmo como matéria obrigatória de alguns cursos superiores que não são da área de Exatas!!!! Certamente, você já ouviu estudantes de Letras ou Pedagogia comentando que têm Estatística Básica na grade curricular... ou estudantes de Administração que necessitam aprender Fundamentos de Cálculo e Matemática Financeira, não é? Aí é que começa o problema: o estudante é obrigado a dar conta da disciplina, ainda que não seja por escolha direta – mas como parte de um processo de alcance de objetivo de médio ou longo prazo-... e, aí, a matéria não “entra” de jeito nenhum na cabeça da pessoa!!! HELP!!!! S.O.S.!!!! :-O E aí, infelizmente, o indivíduo acaba por exclamar:

-Sou “burro”, eu não “dou” pra isso!!!!

Então, para evitar que esta e outras frases de autodepreciação sejam ditas pelos próprios estudantes, é hora de se repensar o ensino de Matemática e suas metodologias. Por que ela é considerada o “terror” de muitos estudantes? Será que é dificuldade de aprendizagem do estudante...? Ou será a utilização de técnicas pouco eficientes ou pouco estimulantes pelos professores, ao ensiná-la? Em outras palavras: o problema é com os alunos ou com o professor???

Bom, se a primeira hipótese é válida, sugere-se um acompanhamento psicopedagógico, no sentido de fazer com que o estudante desenvolva habilidades pessoais para assimilar o conteúdo. Se é a segunda hipótese que conduz ao fracasso escolar de muitos alunos em Matemática, é necessário que se parta do seguinte princípio: já que os alunos não entendem do jeito que é ensinado... então, deve-se ensinar de um jeito que os alunos entendam! ;-) Ou seja, valorizando as habilidades dos alunos, propondo atividades que favoreçam o envolvimento ativo dos estudantes e que desenvolvam o interesse destes... Notas boas à vista!!! :-D E, aí, com a auto-estima lá no topo,os alunos vão deixar de confundir “Matemática” com “Má Temática ”!!! Uhrúúúúúú!!!! Obaaaaaa!!!!! :-D

O blog da professora Lourdes Onuchic traz algumas elucidações sobre o tema da Educação Matemática – seja por postagens próprias, seja pelos links sugeridos no canto direito da página. Na verdade, a autora fez poucas postagens- mas, mesmo assim, o legal do blog são as referências feitas a uma pessoa experiente na área de Educação Matemática (a autora) - o que ajuda bastante na obtenção de palavras-chaves para as “googladas” a título de pesquisa- e os links para sites e blogs que tratam de Educação Matemática. Assim sendo, chegando ao tal blog, você terá uma, digamos, “ estrada de acesso” para várias outras páginas que mencionam a referida pesquisadora e seu trabalho!!! Ou seja, serve como um bom guia de busca para referências em pesquisas e trabalhos acadêmicos também, pois, através desta página, você encontra outras! ;-)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Xô preconceito! Agora não tem desculpa: a Internet está aí!!!!

Por: Débora Rossini

"Ser um Deficiente" é o nome de um óóóóótimo blog que encontramos pela internet afora!!! :-D Escrito por Amauri Nolasco Sanches Júnior, esse blog traz bastantes esclarecimentos sobre deficiência, hipocrisia da sociedade, dicas de como lidar com um portador de necessidades especiais... e reflexões sobre tudo isso!!! Ficou curioso, leitor do "Sopa"? Lá vai o link! :-)
http://serumdeficiente.blogspot.com/


Você, que lê o Sopa regularmente - e que certamente também acompanha outros blogs que falam sobre Inclusão e Deficiência- já parou para pensar em uma coisa interessante? Olha só: normalmente, as pessoas com algum tipo de necessidade especial/deficiência (visual, auditiva, locomotora, paralisia cerebral, etc) encontram dificuldades para mostrar todo seu potencial e talento no dia-a-dia, devido ao preconceito dos ditos "normais" (normais?!?!?!) . E aí, muito talento dessa galera de PCDs (Pessoas com Deficiência) acaba por ficar reprimido... :-( No entanto, graças ao potencial da Internet, isso vem mudando.

Como assim?

Oras, olha o tantão de blogs e sites construídos por PCDs!!! Na nossa lista de Favoritos, que fica no canto direito desta página, tem um tantão! Olha só alguns exemplos legais: temos o Desculpe, Não Ouvi (da Lak Lobato, que é surda); Somos Todos Igualmente Diferentes, da Diéfani Piovezan (também surda); Assim Como Você (Jairo Marques, cadeirante); Menina Robô, da Kariny Takita (deficiente múltipla); Sigo Rodando (Ana Paula Cardoso, tetraplégica), Movimento Livre (escrito por uma galera cujos membros são todos deficientes visuais)... e muitos, muitos outros que você pode ver no tópico "Você também pode gostar destes sites e blogs", no canto direito desta página!!! (Claro que também tem blogs que abordam temática similar, mas cujos autores não são PCDs).


E, aí, o que você pôde ver? Que, graças a Internet, todos nós - sejamos PCDs ou não- temos atualmente uma facilidade imensa para produzir e postar conteúdo online. Olha as ferramentas virtuais aí: blogs, redes sociais, sites... e muitas outras! Assim sendo, a internet dá uma voz, e tanta, para os PCDs gritarem para toda a sociedade que "SIM, TEMOS TALENTO E COMPETÊNCIA PARA PARTICIPAR DAS RELAÇÕES SOCIAIS!!!!!!" Com um computador e um ponto de acesso a internet, as PCDs conseguem ter voz para gritar que existem, e que querem - E MERECEM!!!!- ser tratados com respeito como qualquer pessoa, tendo suas habilidades valorizadas e suas limitações respeitadas!!! Assim, através dos blogs que são escritos e mantidos por PCDs, a sociedade tem a oportunidade de ver a temática da deficiência, da inclusão (ou da falta desta?!... snif, snif!!!), da educação adaptada às necessidades especiais... expressa do ponto de vista dos próprios deficientes. E isso é muito importante: pois à medida que os ditos "normais" (??!?!?!) podem ver a expressão dos sentimentos, das necessidades, dos estados psicológicos, das ideias daqueles indivíduos que têm algum tipo de deficiência, redigida por estes próprios, as pessoas não-deficientes passarão a compreender melhor as PCDs - em vez de alimentarem aquela ideia estereotipada e errônea de que "o deficiente tem de ter sempre alguém que pense e expresse por ele".

Oras, quem é melhor para explicar a alguém como auxiliá-lo em suas diversas atividades, valorizando suas habilidades e respeitando suas limitações? OS PRÓPRIOS DEFICIENTES, claro!!!! :-D Isto por causa das experiências inerentes a este grupo de pessoas. Então, estas, em conjunto com os não-PCDs, poderão ser atuantes em uma rica troca de experiências que beneficiará a todos! Como dizem diversos estudiosos da Educação Inclusiva, não são os "ditos normais" que devem decidir o que é bom e o que é ruim para um deficiente visual, ou auditivo, ou motor, ou qualquer outro... são os próprios deficientes que, desde que tenham capacidades cognitivas preservadas, devem explicar para os não-deficientes o que eles querem e precisam. E aí, junto com os não-deficientes, construir ideias e aplicá-las, a fim de que o mundo seja mais acessível e inclusivo! ;-)

Há relatos de deficientes que usam a internet para expressar suas ideias, nos quais eles dizem que o bom do computador é o fato de sentirem-se mais à vontade na interaçaõ interpessoal. Eles costumam afirmar- seja de forma explícita ou velada- que, "atrás" do computador, os leitores de seus escritos não vão ficar reparando nas suas diferenças físicas, comparando-as com o corpo de alguém "normal". Ou seja, não vão ficar "grilados" com os olhos, digamos, deformados de cegos... ou do jeito de olhar diferente de um surdo (eles exploram visualmente, com mais intensidade, as expressões fisionômicas do interlocutor)... ou das diferenças anatômicas entre um cadeirante e uma pessoa clinicamente "normal". Assim, os ditos "normais", ao terem contato interpessoal com uma PCD através de um computador, ficam mais focados no que a pessoa com necessidade especial tem a dizer, em vez de focar na aparência dela e ficar deixando, por muitas vezes, a pessoa constrangida.

Já outros deficientes tiram de letra a questão das diferenças anatômicas, e afirmam que têm dificuldades de locomoção, de sair de casa para expressar suas ideias... e, por isso é que utilizam a internet para ter contato com as pessoas que estão "lá fora".

Bom, o ideal seria que as pessoas sem deficiência encarassem com naturalidade as diferenças anatômicas, não é mesmo? Afinal, todos nós, PCDs ou não, temos nossas particularidades físicas! Mas, enquanto isso não ocorre, podemos afirmar que, sem dúvida, esse canal de expressão online é o primeiro passo para que a sociedade reconheça o potencial das pessoas com necessidades especiais, e veja o que elas são capazes de fazer para serem pessoas pró-ativas no mundo em que vivem. Uma vez derrubada essa barreira aí, é hora de extrapolar o mundo virtual e experimentar também o mundo real - visto que este proporciona ricas experiências que o mundo cibernético não dá. E , então, utilizar, com sabedoria, o que o mundo real e o virtual , adequadamente dosados e combinados, proporcionam.

E você,leitor(a) do Sopa? O que acha? Comente!!!! :-)