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(Crédito da foto: www.santoscity.com.br)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Dicas de convivência - para colegas de um(a) estudante com Síndrome de Irlen

Como aproximar dele(a)? Como ajudá-lo(a)? Será que ele(a) topa fazer as mesmas coisas que você? Descubra aqui!!! 


Por: Débora Rossini

Ooooopa!!! Você volta às aulas e se depara com um(a) colega que tenha um distúrbio de visão oftalmológico denominado Síndrome de Irlen (SI). Certamente, perceberá que ele tem necessidades e características que você nunca viu até então em alguém! 

OBS: ESTOU PARTINDO DO PRINCÍPIO QUE OS LEITORES-ALVO DESTE POST SÃO JOVENS E ADULTOS SEM A SÍNDROME DE IRLEN, MAS QUE POSSUEM ALGUM COLEGA (NA ESCOLA OU UNIVERSIDADE) COM ESTE DISTÚRBIO DE VISÃO! ;-)

Depois que seu colega e/ou o professor, explica(m) a situação para a turma, você passa a perceber as peculiaridades de quem tem este problema de visão. Você nota que seu colega prefere os cantos menos iluminados da sala de aula e da biblioteca. Você prefere que ele gosta de ler e fazer as coisas dele quase ''no escuro''. Você nota que ele usa óculos escuros ou coloridos o tempo todo em sala de aula (o que lhe confere uma aparência diferente da comumente encontrada nas pessoas no dia-a-dia.) Você nota que ele prefere papeis coloridos e/ou reciclados para ler e escrever, sob a explicação de que o fundo colorido força-lhe menos os olhos. Você percebe que, quando ele se vê forçado a ler em papel branco (ex: livro da biblioteca, caderno emprestado), acaba usando uma transparência colorida especial por cima do papel a ser lido, para alterar a cor de fundo. E vê que ele usa o computador com pouco brilho na tela, além de pedir aos professores que escureça ou altere a cor de fundo de projeções de slides (sob pena de ter de aguentar uma bruuuuuta dor nos olhos)! :-P

''Nooossa...'' - você pensa. ''Como deve ser a convivência com um 'brother' (ou 'sister', hehehe) nestas condições?''

Caaalma, meu querido leitor! Te garanto que o dia-a-dia com um colega com SI não é nenhum bicho de sete cabeças, hehehe! Bóra conferir as dicas abaixo? 

1) NÃO TENHA MEDO de se aproximar de seu colega com SI
[Descrição da imagem: silhueta de uma mão humana atrás de um vidro fosco.]

Há relatos de pessoas que se sentem meio ''sem graça'' diante de alguém com SI usando óculos de lentes escuras (talvez por não conseguir contato visual com ela, talvez por receio do ''diferente/desconhecido'', talvez por medo de dizer algo inapropriado e ofender). Fique tranquilo... pessoas com SI ''não mordem'', hehehe! (Se você que estiver lendo isto não for um ser humano- mas sim um pão de queijo ou um pratão gigantão do restaurante universitário, aí a história muda, kkkkkkkkk!!!!) Aproxime-se dela e tente fazer amizade, como faria com qualquer outra pessoa! 

--> Mas CASO você perceba que a pessoa é chata (assim como inúmeros chatos que não tem esse problema de visão, hehehe), aí é direito seu optar ou não pela amizade (ninguém é de ferro, né, ''véi''? )  

DICA ESPERTA: Acredito que vai facilitar muuuuito sua vida, nesse sentido, se você ler algo sobre a Síndrome de Irlen, para fins informativos! Dê uma olhada nas postagens bem ''massa'' que fiz sobre este assunto aqui no blog! E se ''quiser mais'' (hehehe!!) leia, curta e compartilhe as postagens da minha fanpage - intitulada ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen''! :-)

2) INDEPENDENTEMENTE DE GOSTAR OU NÃO DO COLEGA com Síndrome de Irlen, o RESPEITO é fundamental! 
[Descrição da imagem: duas mãos, de 2 pessoas diferentes, fechadas e se tocando como forma de cumprimento.] 

Claro que se seu colega com SI for uma pessoa bastante engraçada, divertida e brincalhona, certamente ele próprio fará piadas das próprias dificuldades cotidianas, hehehe! Tem muita gente com o problema de visão, mas que é brincalhão, alegre, falador e adora fazer piadas de tudo, kkkkk!!! E que ri também das piadas direcionadas a ele, quando percebe que é apenas brincadeira. 

--> Mas, se por OUTRO LADO a pessoa for mais ''fechada'', tímida e com problemas de autoaceitação, talvez isto não aconteça. E o melhor, neste caso, é ter respeito, carinho e compreensão pelo colega! =)

De todo jeito, fica a dica: independente do seu colega ser bem-resolvido ou não com o distúrbio visual dele, ''PELAMORDEDEUS'', NADA de fazer piadinhas de mau-gosto, ''bullying'', assédio e outras coisas do tipo!! :-P

3) COMO AJUDÁ-LO NO DIA-A-DIA DA SALA DE AULA
[Imagem, meramente ilustrativa, de estudantes jovens em sala de aula. Duas moças dividem uma bancada, e estão estudando juntas.]

Viu que seu colega com Síndrome de Irlen está com dificuldade em alguma atividade proposta? Ou simplesmente está tentando copiar algo da lousa, mas não consegue devido à luz ambiente (sobretudo a que vem de projetores de slides e ''lousas inteligentes'')? Ou não consegue copiar e ouvir o professor ao mesmo tempo? (sim, há vários estudantes com SI que mesmo com os óculos, não tem a correção completa). Que tal ajudá-lo na tomada de notas, ou de emprestar o caderno para ele tirar fotocópia, ou de sentar com ele para mostrar em uma versão impressa dos slides aquilo que o professor mostra mas ele não vê devido à luminosidade excessiva? Além de estar fazendo uma boa ação, seu colega com SI vai ficar muito grato por isso!! E quem sabe surge daí uma grande amizade entre vocês? ;-)

4) GRUPOS DE ESTUDOS 
[Descrição da imagem: jovens estudando juntos numa biblioteca. Imagem meramente ilustrativa.]

Viu que seu colega com Síndrome tem dificuldade em certas disciplinas? Mas que por outro lado ele é bom em outras? Junte então você, ele e quantos colegas vocês quiserem! O colega com Síndrome de Irlen, por um lado, sairá ganhando - pois frequentemente ele irá ter dificuldade e cansaço ao ler longos textos impressos ou em tela, e certamente acabará aprendendo melhor com alguém explicando oralmente. Por outro lado, você e seus colegas SEM esse problema de visão sairão ganhando também, pois, ao ajudar quem tem dificuldade, vocês acabarão fixando melhor os conteúdos! Como diz o ditado velho: "QUEM ENSINA, APRENDE DUAS VEZES!" :-) 



5) SEJA VOLUNTÁRIO
[Descrição da imagem: duas jovens debruçadas sobre os livros e cadernos, estudando. Imagem meramente ilustrativa.]

O voluntariado é uma outra maneira de ajudar seu colega com Síndrome de Irlen a estudar, à medida em que você o ajuda nas matérias que ele tem dificuldade - e explica, sob um outro ponto de vista, os conteúdos que o professor passou em aula e que o aluno em questão não conseguiu ''captar'' direitinho. Se quiser, peça a orientação para um professor, ou para o coordenador do curso, sobre como fazer tal atividade mais adequadamente. 
--> Aliás, sabia que trabalho voluntário pode dar um ''up" no seu currículo, abrindo portas para o mercado de trabalho? Para comprovar a atividade, peça para um professor apoiar a sua iniciativa, e no fim do período previsto, lhe fornecer uma declaração comprobatória de ''monitoria voluntária"! Verifique em sua universidade, mais exatamente no departamento em que você estuda, quais as regras para que isso possa ser implementado. Em caso de dúvida, procure a coordenação do curso em que o estudante com Síndrome de Irlen a ser ajudado esteja matriculado. 

6) TRABALHOS EM GRUPO 
[Descrição da imagem: 2 rapazes e 2 moças fazendo trabalho acadêmico diante do laptop. Imagem meramente ilustrativa.]

Pode ser que o seu colega com Síndrome de Irlen seja extremamente tímido e não tenha iniciativa para sair perguntando: "-Quem tem grupo completo para fazer trabalho?" Caso você perceba isto, convide-o! Ocorrem situações em que um aluno nestas condições acaba por fazer um trabalho sozinho, por não conseguir colegas para dividir e ajudá-lo nas tarefas. E, para quem já tem uma dificuldade EXTRA, ter de fazer um trabalho SOZINHO, e que foi ORIGINALMENTE FORMULADO PARA SER FEITO POR DUAS OU TRÊS PESSOAS, não é nada mole, né? 

--> Uma dica: descubra os pontos fortes do colega com SI, e então delegue as tarefas levando em conta suas habilidades. Com certeza, ele terá dificuldade para atividades mais ''visuais" - tais como montar slides e editar vídeos - mas pode perfeitamente elaborar o texto da apresentação, pode fazer o relatório escrito, pode coletar dados para um trabalho prático... e, claro, pode falar lá na frente  caso o trabalho seja um seminário, hehe. (desde que não tenha nenhuma outra deficiência que implique em limitações da fala, obviamente.) 

7) DESCOBERTAS DE HOBBIES E TALENTOS
[Descrição da imagem: moça fazendo pose em frente a baterias musicais. Imagem meramente ilustrativa.] 

Se você é colega de alguém com SI, e conversar informalmente com ele (chamando-o para tomar café junto nos intervalos, ou almoçando junto com ele no ''bandejão'', por exemplo), irá descobrir, certamente, que, a despeito do problema de visão, ele tem alguns hobbies, talentos e outras formas de diversão nas horas vagas. Se ele se revela ser bom de xadrez e na faculdade tiver um time, que tal convidá-lo para participar? Se ele for bom de jogos de mesa (alguns podem não ser, devido à dificuldade de visualização de objetos em movimento, mas não custa tentar, né?), que tal convidá-lo para ir com você jogar sinuca, totó ou pingue-pongue? Se ele for bom em algum esporte que você ou algum amigo seu pratique, que tal chamá-lo? Se ele sabe cantar, desenhar, escrever, tocar algum instrumento, que tal convidá-lo a participar de algum evento cultural da universidade, ou escrever para o jornal ou blog da faculdade? Ou, simplesmente, se ele gosta de conversar sobre coisas que você também curte (carros, esportes, livros, moda, etc?), já pensou que companhia bacana? Além de você ganhar a amizade da pessoa com SI, sem dúvida estará lhe dando oportunidade e aumentando sua auto-estima. E, claro, aprendendo muita coisa bacana com ela também! 

8) CENTROS ACADÊMICOS UNIVERSITÁRIOS
[Imagem meramente ilustrativa de três estudantes reunidos, ao redor de uma mesa, em frente a um computador desktop.]

- Vai aí uma dica para os membros do Centro Acadêmico (ou Diretório Acadêmico, como é chamado em algumas universidades): se vocês SABEM que tem um colega com Síndrome de Irlen, procurem aproximar dele, ouvir o que tem a dizer acerca de suas necessidades acadêmicas, quais as ajudas/adaptações que ele porventura necessite em salas de aulas e laboratórios. Ofereçam-se para mediar e apoiar o aluno, caso necessário, em situações nas quais ele deve apresentar-se para professores novos ou outras autoridades da faculdade, a fim de solicitar adaptações em atividades acadêmicas. 
Tem aluno com deficiência/necessidade especial que se sente confiante em fazer isso sozinho, porém tem aluno que é mais tímido ou mesmo emocionalmente comprometido - e que, ao ver que algum colega o apoia nessas situações, sente-se bastante grato! ;-) 

Outra sugestão para os Centros Acadêmicos é apoiar o aluno na questão de integração/socialização/inclusão, referennte aos demais colegas com o aluno que possui Síndrome de Irlen. Por desconhecimento, por timidez ou ''receio de ofender'', pode acontecer de os demais colegas deixarem o aluno com SI meio que ''de lado''. Isso pode afetá-lo negativamente na hora de se encaixar em grupos de trabalho, de exercitar relações interpessoais com colegas de mesmo curso, de formar contatos interpessoais acadêmicos (e até futuramente profissionais, quem sabe?) Daí a importância de os membros do Centro Acadêmico (do curso no qual o aluno com SI se encontra matriculado) promoverem meios de encorajar toda a turma, todos os demais colegas, a incluírem o aluno com necessidades especiais. Valem dinâmicas de grupo, vale convidar algum profissional capacitado em SI para dar palestra... se o aluno com SI for desinibido e não se importar em falar em público sobre seu problema de visão, vale marcar um dia para que ele mesmo dê uma palestra aos colegas (e quem sabe até aberta a professores!) sobre o assunto. Se necessário, os membros do Centro Acadêmico podem recorrer à ajuda de algum professor, ou de algum pedagogo lotado na universidade, para orientá-los melhor nas atividades.  

O que você e seus colegas SEM a Síndrome de Irlen ''ganham'' com a convivência com um colega COM esta condição oftalmológica? 

--> Em termos de amizade/convivência: MUITO! A diversidade de pessoas, com suas respectivas histórias de vida, dá uma "bagagem" e habilidade prática enorme para entender e lidar com as pessoas à sua volta! E, a cada amizade bacana que você faz, mais ''histórias para contar" na roda de conversa, não é? 
[Descrição da imagem: três rapazes conversando animadamente sentados em um sofá. Imagem meramente ilustrativa.]

--> Mercado de trabalho: Saber lidar com a diversidade de seres humanos ajuda muito quando vocês forem lidar com futuros colegas, chefes, clientes... Em outras palavras; tá preparando pro seu futuro, hehe! :-) E seus futuros chefes saberão identificar tal habilidade, direitinho, na hora da entrevista de emprego, ok? 

Dica esperta para estudantes universitários de Exatas - sobretudo bacharelados: Sabe que em muitas faculdades de Exatas pode ter aquela ''cultura" do ''nerd de exatas" que prefere estudar sozinho e que não tá nem aí para os outros, e que TEM de ser autodidata e autossuficiente. MAAAS os tempos estão mudando! E inclusive o mercado de trabalho está PRIORIZANDO pessoas que tenham boas habilidades de comunicação, de espírito participativo, de trabalho em equipe... E MAIS: Com a Lei de Cotas no mercado de trabalho, as chances de vocês terem colegas com necessidades especiais, pelo menos uma vez em tooooda sua carreira até se aposentarem, é grande! Então... taí uma boa oportunidade de começar a praticar essas habilidades interpessoais, hehehe!! 
[Descrição da imagem: entrevista de emprego, envolvendo uma pessoa como entrevistadora e a outra como entrevistada. Imagem meramente ilustrativa.]

 Importante salientar que seu colega com Síndrome de Irlen tem, SIM, dificuldades... Mas por outro lado, como qualquer outro estudante, tem seus talentos, tem facilidade em outras coisas, pode ajudar vocês também com coisas que ele sabe... com um bom relacionamento , há a grande (e desejada) possibilidade que essa ajuda a seu colega não seja apenas uma relação de ''dependência" dele em relação a você ... mas sim uma relação de TROCA na qual ele também poderá contribuir com coisas bacanas para vocês! Não só em tarefas diretamente relacionadas às obrigações da faculdade, mas também com uma amizade que, quem sabe, pode durar muitos anos após o término do curso??  Ou seja, veja seu colega com Síndrome de Irlen (ou qualquer outra necessidade especial que algum outro colega tenha) como uma OPORTUNIDADE de desenvolvimento de habilidades interpessoais para você e sua turma... e não como alguém, digamos, ''coitadinho e dependente que amola os outros". Manjou? 

Ufa! Acho que já escrevi demais, kkkk! Bóra sair do computador e colocar as dicas em prática? Se gostou do texto, e tiver algo para comentar, use o espaço abaixo destinado a comentários!!! :-D 

POSTS RELACIONADOS: 
Dicas de como lidar com alguém com Síndrome de Irlen (para professores) 
Estratégias de sucesso para professores com Síndrome de Irlen

(CRÉDITOS DAS FOTOS DESTE POST: Retirado do banco público de imagens Getty Images.)

CURIOSIDADES SOBRE SÍNDROME DE IRLEN EM ADULTOS

Por: Débora Rossini

Ooooopa! O post de hoje traz algumas curiosidades sobre Síndrome de Irlen (SI) em adultos - sobretudo esta ''leva'' de adultos da atualidade. Afinal, tá cheio de textos por aí falando sobre os sintomas deste problema de visão em crianças e adolescentes. Maaaas... e os ''marmanjos"??? Quase ninguém fala neles, né? Então... deixe-me falar um pouco sobre a turma já crescida, hehe!

Para começo de conversa: Toda essa geração de adultos brasileiros, atual, que tem diagnóstico da Síndrome de Irlen , teve o diagnóstico DEPOIS DE ADULTA!!! Isto porque tem somente poucos anos que a S.I. passou a ser diagnosticada e tratada no Brasil. Antes disso, nem se ouvia falar nisso; ninguém sabia!

Por esse motivo, os adultos com diagnóstico da SI passaram suas vidas inteiras sem saber o porquê de tantos fracassos - sobretudo na hora de prestar o vestibular, ou na faculdade, ou na hora de prestarem concursos, ou em permanecer em certos empregos, ou na prática de certos esportes, ou mesmo na tentativa fracassada de tirar carteira de motorista - , além de terem diagnósticos equivocados acerca dos problemas de visão apresentados!!!

Levanta a mão quem tem SI, já é adulto, e nunca passou por uma destas situações: Ora os médicos diziam ''não tem nada de errado, pois enxerga todas as letrinhas do teste tradicional"... ora então recebiam diagnósticos equivocados de ''fraqueza dos músculos oculares", por exemplo. (E acabavam sendo submetidos a exaustivas sessões de exercícios ortópticos, que acabavam não tendo nenhum efeito.) Em casos mais graves, pode ter gente até com diagnóstico equivocado de ''baixa visão"!!!!  Olha quanto sofrimento desnecessário, não é verdade? :-O

ALIÁS... Muito se fala em "Sintomas da Síndrome de Irlen no Estudante"... Mas quais são os sintomas típicos da S.I. no TRABALHADOR - ou mesmo num ESTAGIÁRIO??? Achei a resposta num site americano, da Clínica Irlen de Wichita (EUA)!!! Olhem só:

--Dores de cabeça;
--dor nos olhos;
--altas taxas de faltas no trabalho (e consequentemente, menor produtividade);
--aumento de acidentes no trabalho;
--fraca ou insuficiente capacidade de tomada de decisões;
--dificuldade de acerto em atividades envolvendo "pontaria" - tais como tiro ao alvo, por exemplo;
--inabilidade/dificuldade de aceitar responsabilidade, ou de delegá-la;
--fraco espírito de equipe, em atividades de grupo;
--resistência a mudanças;
--procrastinação;
--excessiva autocrítica e baixa auto-estima;
--habilidades de comunicação afetadas;
--fadiga mental;
--queda na agilidade de raciocínio;
--para a empresa: consequente rotatividade maior de funcionários.
(FONTE: http://www.drhay-irlen.com/Industry.htm) - Tradução minha.

Por outro lado, pode acontecer de adultos com SI não terem tido os sintomas tããão aparentes quando eram crianças (apesar de serem agitados, com dificuldade de concentração e não gostarem tanto de ler e estudar) , MAS só sentirem o agravamento dos sintomas depois de jovens ou adultos (quando começa a aumentar a demanda e pressão por leitura e escrita no estudo pro vestibular e faculdade). Mas por que será??

Isto porque antigamente não tinha essa luz branca fluorescente nos ambientes, mas sim a luz incandescente amarelada (principalmente antes do ano de 2001, quando começou a ''bombar" as vendas das lâmpadas ''econômicas"); não tinha esse excesso de luminosidade vinda de letreiros eletrônicos, computadores, celulares; as TVs não eram de LED... logo, tinham menos elementos visuais no ambiente que ''alimentassem" os sintomas da Síndrome de Irlen, se comparado a hoje em dia!

Já a criançada de hoje convive desde cedo com esse tanto de luz branca artificial. Por isso pode acontecer de uma criança ATUAL com Síndrome de Irlen, em comparação com uma criança de 30 anos atrás, ter mais sintomas aparentes e maiores dificuldades escolares - mesmo que tais crianças hipotéticas tivessem o MESMO ''grau" de Síndrome de Irlen!!!

Por isso que sempre digo aos pais e mães de crianças: hoje em dia tem tratamento, e quanto mais cedo as crianças têm a correção visual, mais eficiente será o tratamento... e menos desgaste físico e psicológico com diagnósticos errados, com fracassos escolares, com problemas no emprego, e por aí vai! 

Importante salientar que estou considerando a hipótese de que as pessoas NASCEM com a Síndrome de Irlen. Mas pode acontecer de alguém que NÃO nasceu com esse problema de visão vir a adquiri-lo em alguma fase da vida? SIM. Estudos mostram que acidentes que causem traumatismos cranianos/concussões, podem alterar o processamento visual, causando os sintomas da Síndrome de Irlen. Mas isso seria um assunto para outro post...! =)
Quer ler mais sobre o assunto? Visite, curta e compartilhe a fanpage Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen, que também é de minha autoria! =) 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

DEFICIÊNCIA X SOCIALIZAÇÃO

Por: Débora Rossini 


Ooopa! O post de hoje aborda algo bem delicado que é um assunto bem recorrente no tema ''Pessoas com Deficiência/Necessidades Especiais". Claro que NÃO SÃO todas as pessoas desse ''clube" (rsrsrs) que têm questões relacionadas ao que vou falar agora, mas muitas têm...

Tô falando da questão da SOCIALIZAÇÃO de pessoas com necessidades especiais! ;-) 

Embora haja muita gente que , mesmo tendo algum tipo de deficiência ou necessidade especial, consegue ter uma vida social satisfatória! Tem amigos, tem um par romântico... e, com a companhia, passeiam, viajam, se divertem! Show de bola!!!

Mas, por outro lado, tem diversas pessoas com deficiência que se queixam de solidão, de carência afetiva. Mesmo se esforçando e dando o melhor delas para conquistar as pessoas na rua em que moram, no bairro, na comunidade, na escola ou trabalho, acabam sendo rejeitadas, discriminadas. Realmente, é desagradável, né, galera? :-/

A inspiração para escrever este post veio após eu ter visto, por acaso,  navegando na net despretensiosamente, um artigo, cujo link é este. E, embora o foco dele não trate da falta de amigos específica de pessoas com deficiência (mas sim da falta de amigos por uma pessoa ''comum", qualquer), eu resolvi abordar o assunto aqui neste blog. Veja o porquê: o autor do texto afirma que pessoa que não tem amigos e chega ao ponto de querer pagar por um ''amigo de aluguel" [modalidade profissional que há alguns anos é moda no Japão e que agora está chegando aos poucos por aqui], seria uma pessoa, no ponto de vista dele, ''um fracassado e incompetente socialmente". E ele critica duramente a tal ''incompetência social" - que dá a impressão, aos leitores, que é tudo culpa da pessoa que não tem amigos!

Publiquei minha opinião sobre isso, num post do Facebook, e reproduzo as ideias aqui também. Sei que este post vai ''render discussão", kkkk... mas vou publicá-lo assim mesmo!

Sem querer entrar em discussão se a ''profissão de 'amigo de aluguel'" mencionada no artigo é algo positivo ou não, (e que NEM É o foco deste post) o que tenho a dizer é o seguinte:

Discordo do autor do texto quando ele afirma, no penúltimo parágrafo, que [pessoas que pagam alguém para acompanhá-las] ''são fracassados incapazes de ter amigos de verdade, incapazes de conquistar uma companhia espontânea para conversar, ir ao cinema, ao teatro. (...) Clientes de “amigos de aluguel”, esses sim são os fracassados do pior tipo." 

Oras, na minha opinião, NEM TODO MUNDO ''é sem amigos" por incompetência! Afinal, tem gente que se esforça loucamente para conseguir ter um mínimo de convivência social, mas não consegue... Vejam o caso de VÁRIAS (eu disse *várias* e não todas) pessoas com deficiência (sobretudo aquelas que têm maior comprometimento funcional) que gostariam imensamente de terem amigos para bater papo, para fazer algo juntos, e que dão o melhor de si para conquistar as pessoas... mas que NINGUÉM AS QUER, por puro preconceito e discriminação!!!! >:-(

Tem gente SEM DEFICIÊNCIA que ''tem medo" de se aproximar de alguém com necessidades especiais e cai fora - em vez de tentar procurar ler mais, se informar mais sobre a situação, compreender suas dificuldades e valorizar suas habilidades, e tentar aproximar ou ajudar esta pessoa.

Outra situação muito comum em nossa sociedade é quando uma pessoa, que até então era saudável, funcional e considerada ''clinicamente normal", desenvolve alguma doença grave, degenerativa, ou adquire alguma deficiência por acidente. Os amigos que ATÉ ENTÃO ela tinha, SOMEM PRATICAMENTE TODOS... Exatamente quando o indivíduo mais precisa de ajuda, de apoio, de um ombro amigo, praticamente todo mundo (inclusive gente com as quais o hipotético indivíduo tem parentesco) cai fora. E aí? Dá para rotular a pessoa com necessidades especiais de ''incompetente social"??? CLARO QUE NÃO!!!! :-O

Claro que existe, SIM, gente que tem dificuldades para fazer amizades devido a falta de atributos que favoreçam a interação social (timidez, maus-hábitos de higiene, ou mesmo um caráter duvidoso, etc.) Aí é hora de a pessoa tentar rever seus pontos fracos e melhorá-los, a fim de conquistar amizades (isto é, se não quiser pagar por um ''amigo de aluguel", hehe.) Ou então, porque a cultura do ambiente na qual determinada pessoa está inserida (localidade geográfica, ou empresa, etc) dá pouca abertura a fazer novas amizades. Ou mesmo porque os valores morais das pessoas que cercam um indivíduo X não coincidem com os valores deste, e portanto este prefere se resguardar para evitar problemas. Mas tachar QUALQUER PESSOA SEM AMIGOS de INCOMPETENTE E FRACASSADO SOCIAL, aí já acho que é ''pegar pesado" demais, hehe! ;-) #ParaPensar

Em tempo: tô satisfeita com minha vida social, graças a Deus. Mas sei que existem muitas pessoas neste mundão afora que têm problemas em relação a isto. E é em solidariedade a estas pessoas que eu tô escrevendo estas linhas aqui, para mostrar a elas (e à sociedade como um todo também!!!) que NEM SEMPRE pessoas sozinhas têm culpa disso. Pelo contrário - podem estar sendo vítimas de DISCRIMINAÇÃO, numa sociedade tão excludente como a nossa!!! Agora, se a pessoa resolve pagar, ou não, para ter alguém para sair junto, tomar uma cerveja, ou simplesmente bater um papo, aí já é uma escolha pessoal dela... não vou interferir nisso, hehe. Cada pessoa sabe os caminhos que são mais adequados para ela! Beleza? ;-)
Notem que o foco deste post NÃO É posicionar a favor ou contra a profissão de ''amigos de aluguel". Deixo cada um livre para pensar o que quiser... Cada um escolhe o que bem entender, hehe! =) Meu objetivo com este post é simplesmente dizer o seguinte: nem todo mundo que não tem amigos é, obrigatoriamente, uma pessoa que não se esforçou para tal... 50% vem das habilidades pessoais de alguém conquistar pessoas, mas os outros 50%, a meu ver, vem da ACEITAÇÃO da sociedade! Concordam? ;-)
 E você, o que pensa a respeito? Comente abaixo! =)



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

SOBRECARGA SENSORIAL E SÍNDROME DE IRLEN: COMO CONVIVER COM ISSO???

Por: Débora Rossini

Oooopa! O post que segue foi publicado originalmente na minha fanpage "Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen", e ''re-postado" aqui, com algumas adaptações e pequenas modificações.  ESTE TEXTO É UM POUQUINHO GRANDE, MAS VALE LER ATÉ O FINAL!!!! :-D :-D :-D

O lance é o seguinte: eventualmente, vejo depoimentos de internautas (muitas vezes adultos!!!) que possuem Síndrome de Irlen severa e, mesmo tendo sobrecarga sensorial (a ponto de fazer a pessoa passar mal!), ainda assim mantém o hábito de participar de eventos situações e atividades nos quais tem muita aglomeração, agito, barulho, excesso de luzes, sons, cheiros, gritos, etc.

Aí a pessoa participa do evento/passeio/atividade, e depois passa o dia seguinte inteiro extremamente cansada, sem querer conversar com ninguém, altamente esgotada, e se arrastando para fazer as obrigações cotidianas que não vão deixar de aparecer em sua frente por conta do seu cansaço.


Fico pensando: É realmente NECESSÁRIO ISSO? É algo imprescindível? (do tipo "se não for, perco meu emprego"?? Sim ou não??) 
Tais pessoas, mesmo sendo adultas experientes, que conhecem seus organismos, insistindo em se colocar nestas situações causadoras de sobrecarga sensorial... o que as leva a se sacrificarem tanto? 

-Medo de serem tachadas de "bicho do mato" e "antissocial" por parentes, colegas e amigos, que normalmente participam de tais eventos??? Pressão da família e amigos para irem nesses lugares???? 

-Incompreensão de família, amigos e colegas, mesmo quando as pessoas com Síndrome de Irlen explicam, reexplicam e "tre-explicam" que não dão conta de sairem 'inteiras e felizes' de certas comemorações, confraternizações, festas, agitos, shows, etc?? 

-Ou outro motivo que não listei?????

Eventos , atividades e situações que podem trazer prazer pra maioria, podem trazer aborrecimento, estresse e até mesmo mal-estar físico para quem tem sobrecarga sensorial, um sintoma experimentado por muita gente com Síndrome de Irlen severa.


MEU PONTO DE VISTA SOBRE O ASSUNTO: 

O importante é conhecer ao máximo seus limites, e não ficar tentando agradar ninguém sobre ''ir ou não ir" a tal lugar - uma vez que depois,  será VOCÊ  quem vai ficar cansado, sem energia, desgastado, enquanto as outras pessoas estarão tranquilamente tocando suas vidas normalmente!!!! Isso pode parecer difícil para uma pessoa bem mais jovem, que ainda está em busca de identidade e de se entrosar com a 'galera' - mas, à medida em que os anos vão passando e a gente vai ganhando experiência de vida e amadurecendo, a gente vai mudando... Nossas prioridades vão mudando... e se perceber que uma determinada situação vai lhe trazer mais estresse do que prazer/diversão/felicidade, não vá! É direito seu!!! Se o povo te chamar de bicho-do-mato e outros adjetivos similares, azar o dele, kkkkk! As pessoas com Síndrome de Irlen tem seus próprios ritmos, seus próprios limites, embora também suas próprias qualidades... Sem mais!!! ;-)

Ter energia para fazer as tarefas cotidianas, com equilíbrio, e sem se sentir esgotado(a) vale, na minha opinião, muito mais do que ALGUMAS HORAS de festa com muito barulho e agito que trará, na sequência, uma semana sem pique, para tentar recuperar a energia. Se as pessoas sem Irlen - ou sem nenhuma outra necessidade especial - não entendem isso, é porque ainda falta muuuito para aprenderem a lidar com as diferenças e com a diversidade humana. 
Então, se as pessoas sem Irlen (sobretudo as mais jovens) têm uma energia inesgotável para participar de uma festa atrás da outra, viajar constantemente todo fim de semana ou feriado - e ainda ter pique para encarar as obrigações no dia seguinte, para fazer uma tarefa que exige grande concentração em poucas horas (que pra quem tem Síndrome de Irlen pode levar um dia inteiro ou mais), bom para elas! :-D 

E mais uma dica para você que TEM a Síndrome de Irlen: não deixe isto afetar a sua aceitação (ou não) de ter uma diferença de percepção do ambiente, devido a um problema de visão de origem neurológica... Pense o seguinte: "Posso 'perder' muita coisa que as pessoas 'ditas normais' costumeiramente fazem... mas, por outro lado, conheci pessoas e situações incríveis que talvez nem teria experimentado se eu não fosse, digamos, "bugadinho(a) das vistas", hahaha!!!!  
E é com a diversidade humana que temos essa riqueza de habilidades e vivências que, em conjunto, faz com que todos os seres humanos possam dar sua contribuição para este planeta! =D

OBS.1 : Em situações causadoras de sobrecarga sensorial que não estejam relacionadas a círculos de família ou amigos - mas sim de atividades de escola, faculdade ou mesmo profissionais -, você pode (E DEVE, SE SENTIR NECESSÁRIO), apresentar seu laudo médico do Hospital de Olhos, atestando que tem Síndrome de Irlen e que esteja especificado o efeito da Sobrecarga Sensorial, a fim de obter dispensa da atividade. Senão, de que adianta você comparecer a ela, mas depois ter baixa produtividade na faculdade ou trabalho o resto da semana??? 

Obs.2) Uma vez uma pessoa me perguntou se a sobrecarga sensorial experimentada por quem tem Síndrome de Irlen severa seria na mesma intensidade de quem tem Autismo/Asperger ou se é menos intensa. Respondi o seguinte: "Olha, como leiga eu não sei, mas... por um lado, pode ser mais branda, mas por outro lado pode ser igual ou até mesmo mais intensa, dependendo do grau de Síndrome de Irlen que a pessoa tiver. O que acontece é que as pessoas com Autismo mostram, externamente, os incômodos - através de maneirismos, gritos, movimentos agitados ou choro- já que não possuem ''filtro" para distinguir e assimilar adequadamente o comportamento aceito socialmente ou não. Já as pessoas com Irlen têm noção do que se pode mostrar socialmente e o que acha melhor esconder para evitar discriminação. Assim sendo, SENTEM os incômodos, mas não vão sair gritando nem se agitando fisicamente... mas SOFREM POR DENTRO e se manifestam por indisposição física e mental, baixa produtividade nas tarefas, nervosismo, etc." (P.S.: Se alguém que entende do assunto quiser deixar sua opinião na seção de comentários, vou ficar MUITO GRATA!!! )  

E VOCÊ, o que pensa disso? Comente abaixo! Fique à vontade, a ''casa" é sua, haha! ;-)


TECNOLOGIAS ASSISTIVAS: Abrindo portas no mercado de trabalho

Por: Débora Rossini 

Ooooopa! Este post estava sendo planejado há um tempão, mas só agora que saiu, kkkk! Custou, mas foi! Ele trata da questão das novas Tecnologias Assistivas, e as atividades profissionais desempenhadas por pessoas com deficiência - mostrando como as Tecnologias Assistivas podem ajudar pessoas com algum tipo de deficiência, necessidade especial a fazer coisas diversas... e que, sem elas, teriam que aceitar o (chato) fato de não poderem estudar ou trabalhar - ficando às margens da sociedade produtiva e ficando ociosos em casa, recebendo auxílio financeiro do governo ou aposentadoria por invalidez (no caso de pessoas que adquiriram deficiência ao longo da vida). 

Há cerca de alguns meses atrás, ficou bastante conhecido o caso ocorrido em uma empresa de transporte particular de passageiros, em que o motorista era surdo sinalizado. Para quem não lembra do caso, vamos lá: um rapaz e alguns amigos pegaram um carro da referida empresa, chamando-o por meio do aplicativo - e quando ele chegou, se surpreenderam com o fato de que o motorista era surdo sinalizado. Mesmo não podendo ouvir, o motorista fez direitinho o serviço como qualquer outro condutor - graças ao fato de ele estar fazendo uso, no serviço, de um app no qual toda a comunicação era escrita, e de ter uma aplicação que indicava a rota necessária. Os passageiros ficaram tão surpresos, que decidiram, ali mesmo, pesquisar no Google (através de seus smartphones, certamente) como se fala ''Obrigado!" em Libras, para poderem agradecer ao condutor quando descessem! E assim o fizeram. O motorista ficou muito feliz. Posteriormente, um desses rapazes que eram passageiros da referida viagem relatou esse fato em seu facebook, e o post viralizou na época
O motorista, muito feliz, agradeceu emocionado, e a história foi parar em vários sites de notícias!!! :-D 

Este é um dos casos em que se pode exemplificar, perfeitamente, como as novas tecnologias (sejam elas de uso geral ou especificamente assistiva) podem possibilitar a inserção de pessoas com deficiência na sociedade e no mercado de trabalho - de forma a maximizar sua eficiência nas tarefas a serem desempenhadas e minimizar o isolamento (de comunicação) entre elas (quando se trata de alguma deficiência sensorial que interfira nessa habilidade)! 
Há também outras situações que as tecnologias ''unem" as pessoas com e sem deficiência: 

- CEGOS: Antes, sua escrita estava limitada ao uso do alfabeto Braille, e, para serem entendidos em seus textos e mensagens (e, então, poder haver troca de textos escritos entre videntes e cegos) os videntes (ou seja, pessoas que enxergam) acabavam tendo, obrigatoriamente, que aprender a ler e escrever em Braille! Caso contrário, tinham de recorrer a um transcritor Braille (profissional que faz a transcrição de um texto Braille para o alfabeto convencional e vice-versa) que nem sempre estava disponível no momento. Hoje em dia, com os softwares leitores de tela, cegos e videntes podem, com a maior facilidade, com o uso de um computador, trocarem mensagens de textos, compartilhar emails e textos escritos diversos, relatórios, etc. 

-CADEIRANTES - Antes, era difícil ingressar ou retornar ao mercado de trabalho em profissões que, tradicionalmente, exigem que a pessoa fique de pé para realizar certas atividades (ex: ser professor/a na educação básica). Hoje, com cadeiras de rodas especiais, pode-se realizar tal tarefa - escrevendo na lousa, rodando pela sala, passando de carteira em carteira de cada aluno, etc. Veja que interessante o caso desta professora aqui .  

Estes são exemplos de três casos que demonstram muito bem o importante papel das tecnologias assistivas como ''turbinador'' das capacidades de uma pessoa com deficiência, minimizando as limitações impostas pelas condições físicas e sensoriais... Mas existem muitos outros casos em que tais tecnologias abrem um grande universo de possibilidades profissionais para pessoas com deficiência, podendo fazer inúmeras tarefas em seus cotidianos profissionais... Se fizer uma busca no Google, dá para você encontrar muitas outras histórias bem legais, que merecem ser lidas e compartilhadas! =) 

E então... O mercado de trabalho está aí, e dá para ver que há SIM, possibilidades para que a pessoa com necessidades especiais tenha condições de executar uma atividade laboral, valorizando suas habilidades e respeitando suas limitações!!! 

Cabe agora às empresas, e empregadores diversos, RECONHECEREM os talentos que os profissionais com deficiência possuem, e FAZER VALER a Lei de Cotas sem ''enrolar" e afirmar falsamente que ''a vaga está preenchida" ou que "a vaga não é para o seu perfil" (sem motivo real para tal afirmação). 


ALÔ, EMPREGADORES!!! ALÔ, PESSOAL DO RH!!! ALÔ, QUAISQUER PESSOAS QUE PRECISAM DE CONTRATAR PROFISSIONAIS PARA O SEU NEGÓCIO!!! Bóra dar uma chance para os profissionais talentosos, com necessidades especiais, também??? Vale lembrar que, justamente por serem pessoas que diariamente enfrentam desafios de viver em um mundo "não- feito para elas", de terem de lidar com adversidades, de terem de se adaptar e reinventar constantemente para conseguirem fazer as tarefas diárias, e terem de superar e dar a volta por cima de situações geradoras de incompreensão, tais indivíduos acabam por serem mais tolerantes a adversidades, mais criativos, e que geralmente ''não se abalam por qualquer coisinha boba". Tais características são pontos fortes que ajudam muito na lida diária do mercado de trabalho, não é??? Então...! Aproveitem!!!! 


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

ACESSIBILIDADE: Quem reconhece a importância de oferecer, CORRE ATRÁS!!!

Por: Débora Rossini 

Fala, galera! 
Recebi um link bem bacana de uma postagem feita no blog ''O Corvo Veloz", e que tratava de uma iniciativa bem interessante relacionada a Acessibilidade no lazer e entretenimento. Achei bem interessante e, por isso, resolvi abordá-la aqui!!! Prova de que, quando alguém QUER MESMO promover acessibilidade, corre atrás e consegue!!! 

Trata-se de uma dupla musical (Cezzar e Rodolfo) , do gênero ''sertanejo universitário", da cidade de Lavras/MG - e que, para ampliar seu público, resolveu não se restringir apenas às pessoas, digamos, ''dentro do padrão tradicional"; mas deu um jeito de se esforçar para atingir também o público com alguma dificuldade (ou impossibilidade) de enxergar e de escutar!!! 

Um exemplo é a música ''Anjos", de autoria da dupla, que foi traduzida para LIBRAS. A estratégia foi bem-sucedida, ganhando popularidade entre pessoas surdas e pessoas que trabalham com a língua de sinais. Um outro exemplo de acessibilidade é a descrição textual das fotos da dupla sertaneja, em seu facebook - na qual descreve as cenas, o tipo físico dos cantores, o que eles estão fazendo ou segurando, etc. Desta forma, a galera que não enxerga consegue ter um acesso mais amplo ao conteúdo postado na página deles!!! Há planos, também, de colocar audiodescrição nos videoclipes da dupla, para a galera cega curtir o trabalho feito! Uaaaauuu!!! Show de bola, né, galera?? 

Para conseguir todo esse trabalho de inclusão (e consequente ampliação do número de fãs), a dupla Cezzar e Rodolfo está contando com a assessoria do estudante de Letras/Libras Delmir Rildo Alves, da UFJF. O rapaz já fez diversos trabalhos envolvendo Inclusão e Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva e/ou visual. (Conheço de perto o trabalho do cara: é TOP!!!! :-D ) 

Conforme Delmir disse em entrevista ao site ''O Corvo Veloz", ''O trabalho que estamos realizando não se restringe apenas à interpretação em Libras, pois já começamos a descrever as fotos para que as pessoas cegas também tenham acesso à informação. Além disso, já estamos realizando o trabalho para colocar a áudio-descrição nos vídeo clips", conta ele.  

O legal disso tudo é que, mesmo que uma pessoa que tenha deficiência visual ou auditiva não tenha como gênero preferido o sertanejo universitário, ela pode, por meio dessa iniciativa de acessibilidade, conhecer o trabalho da dupla - e ficar ''por dentro" do que está rolando! Imagina, numa roda de conversa, na qual há apenas uma pessoa com deficiência (visual ou auditiva) e onde todos estão falando sobre os ''hits" que estão sendo tocados... em vez de a pessoa com deficiência ficar ''boiando", ela pode participar do papo e dar seu parecer... Ou seja: iniciativas como estas acabam, indiretamente, dando um ''turbo" no processo de socialização da pessoa com deficiência!!!! Já pensaram por este lado?? :-) 

MORAL DA HISTÓRIA: Não tem mais ''desculpa" de que acessibilidade e inclusão são coisas difíceis de se fazer, hehehe!!! Quem realmente TEM INTERESSE no acesso universal de pessoas a seu trabalho, produto ou serviço , corre atrás, vai lá, busca ajuda e faz! E olha que estamos falando, neste caso, de um trabalho de lazer/entretenimento! Então, mais um motivo para os prestadores de trabalhos essenciais (educação, saúde, adequação de uma empresa ao trabalhador com deficiência, dentre outros serviços básicos e essenciais) verem o exemplo, e saírem do ''comodismo"! Viram só?? :-D 

Gostou do texto? Comente abaixo! Ou bóra lá pro Facebook conversar mais!!! 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Tá com vergonha de seus óculos? Relaxa: o ''Sopa" te dá uma força!

Por: Débora Rossini 

Ooooopa! O texto de hoje é para motivar a galera com Síndrome de Irlen (um problema de visão) que necessita de usar óculos com lentes filtrantes bem escuras para corrigir o problema oftalmológico. A recomendação é que se use os óculos corretivos em tempo integral, só tirando para tomar banho e dormir, sob risco de o cérebro não ser estimulado corretamente no processamento visual, deixando a correção incompleta. 

Mas, e se ainda assim a pessoa (seja criança, adolescente, ou até mesmo adulto/a) ainda fica com constrangimento em usar tais óculos em público? (Afinal, eles têm aparência muuuito parecida com óculos de sol, e diferentes dos óculos de correção para problemas de visão mais comuns... o que pode gerar comentários desagradáveis de pessoas ao redor!) Bom... veja o post que fiz na minha fanpage ''Driblando e Vencendo a Síndrome de Irlen" e que reproduzo aqui. Se você é paciente, ou pai/mãe de algum, este texto é para você e/ou seu filho!!! 

''Essa vai para motivar as pessoas com Síndrome de Irlen que possuem óculos com lentes bem escuras, e que ficam se sentindo, no sentido negativo, ''diferentes" das demais (e insatisfeitas com isso):

 Saibam que, além de os óculos poderem ficar charmosos - sobretudo se combinados com um vestuário, corte de cabelo e ''produção" bem bacana, eles são os indicativos de que a pessoa realmente TEM um problema de visão e que possui algumas necessidades especiais - o que facilita na hora de conseguir ajuda na escola, trabalho, faculdade, certos serviços - e até mesmo de conseguir maior credibilidade na hora de solicitar atendimento especial quando necessário.

 Lembre-se que as pessoas SEM Síndrome de Irlen NÃO conseguem enxergar direito com lentes escuras ou coloridas em ambientes fechados ou horários noturnos (e sentem incômodos e dores de cabeça e nos olhos se fizerem isso.)... Então, se vocês (que TEM a Síndrome) andarem com seus óculos no rosto (que são feitos sob medida para você e que não devem causar desconforto), e com a carteirinha do Hospital de Olhos (que atesta que vocês usam os óculos para fins médicos e não estéticos), já é ponto a favor para vocês que têm Irlen - diminuindo as chances de o povo achar que vocês estão fingindo ter deficiência para levar vantagem indevida.

 Outra coisa: deu vontade de usar lentes de contato para corrigir Irlen? Se você tiver dinheiro para pagar, beleza. Mas lembre-se que pode ser uma ''faca de dois gumes" : por um lado, pode dar a aparência física tão desejada para alguns pacientes; por outro lado, podem acontecer situações nas quais vocês tenham de esclarecer suas dificuldades de visão, e as pessoas ficarem duvidando - mesmo com o laudo em mãos... 
(Basta entrar na internet e ver relatos de pessoas com baixa visão que não possuem alterações anatômicas externas nos olhos, e que o povo fica ''detonando" com eles, chamando-os de 'cegos fakes' e 'oportunistas". Ou então relatos de usuários de perna mecânica que estão de calça jeans e, com a prótese não-aparente, ouvem comentários desagradáveis.) 
Principalmente para as pessoas mais sensíveis e emotivas, isso pode causar muito transtorno emocional, não é verdade???

Só mais uma diquinha: As pessoas [ao seu redor], por outro lado, incomodam-se por VOCÊ usar óculos escuros em situações não-comuns? Problema é DELAS e não seu! =D Afinal, seu amigo ou colega gosta de VOCÊ ou da sua aparência? ;-) Fica aí a reflexão!!!

 O problemão é você ficar evitando usar os óculos, só para agradar os outros, e depois ficar com sua correção visual prejudicada (uma vez que, para neuroadaptação completa, o paciente tem de usar os óculos O TEMPO TODO, só tirando pra tomar banho e dormir!) Encare os óculos como parte de sua anatomia, e... boa sorte! :-) ''

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